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Visibilidade indígena em questão no Brasil

Na obra "Iracema" de José de Alencar, autor do romantismo brasileiro, é retratada a questão colonial portuguesa no Brasil e o relacionamento dos colonizadores com os índios. Fora da ficção, os efeitos desse povoamento refletem na invisibilidade estigmatizada dos povos nativos. Nesse sentido, é inegável que diante das constantes e das aceleradas mudanças pelas quais passam a humanidade, essa questão seja colocada em “xeque”, ao mesmo tempo em que se deseja construir um país justo, desenvolvido e igualitário. Logo, faz-se necessário perscrutar tal problemática no que tange à ótica social e cultural.


A princípio, a Constituição Federal de 1988 demonstra que todos são iguais perante a lei, sem distinção de cor, raça e credo. Todavia, na contramão desse pensamento, observa-se a insuficiência legislativa no que se diz respeito a sua aplicabilidade, uma vez que é notório os diversos massacres sofridos pela população indígena, no que concerne à expulsão de suas terras e ao alto índice de assassinatos. Tal conjuntura é reflexo do âmbito histórico-cultural do século XVI, período de colonização marcado pela prática degradante de submissão dos nativos, perdurando até os dias atuais, contudo, inaceitável para uma sociedade desenvolvida.


Ademais, não se pode esquecer a participação significativa dos povos tradicionais na formação da cultura brasileira. Já dizia a filósofa contemporânea Hannah Arendt, “a pluralidade é lei da terra”. Porém, vê-se que tal contribuição é menosprezada e posta em um nível de inferioridade às tradições europeias. Assim, a diversidade étnica, linguística e gastronômica se fazem de grande proeminência na caracterização da nação tupiniquim, mesmo que se tenha em vista a massificação de ideais estrangeiros, que expressam a realidade de indivíduos desprovidos do conhecimento da sua própria história, origem e cultura.


Destarte, a fim de minimizar as resistentes práticas depreciativas que tornam os indígenas como atores invisíveis, é indispensável que o Governo Federal, por intermédio do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, crie por meio de verbas governamentais, campanhas de conscientização nas redes midiáticas acerca da opressão sofrida por esses grupos e realize, congressos e eventos em esfera nacional com a participação dos mais diversos segmentos sociais. Portanto, a partir disso será superado esse cenário e não mais se viverá em um país análogo aos dos versos de Alencar, com abandono e morte dos povos originários.


 

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