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Visibilidade indígena em questão no Brasil

A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, votada em 1789 pela Assembleia Nacional Constituinte, foi um ato fundamental da Revolução Francesa e continha os princípios que inspiraram muitas constituições modernas, como o de que todos os homens nascem livres e iguais em direitos. Porém, em pleno século XXI, ainda persiste, na sociedade brasileira, o preconceito e o descaso com os índios, que vivem uma situação preocupante, contrariando os conceitos básicos da Declaração. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados para que uma sociedade integrada seja alcançada.
É fundamental pontuar, de início, que a invasão das terras indígenas é impulsionadora do problema. Segundo dados do Conselho Indigenista Missionário, em 2015, ocorreram 137 mortes de índios e a causa maior era por conflitos de terras. Diante disso, o grupo social em questão tem o seu território tomado pela bancada ruralista - representada por latifundiários no congresso - com interesses comerciais, principalmente a expansão do agronegócio. É inadmissível que as regalias de se viver bem seja negado a um grupo social e privado pela ambição de pessoas que visam o progresso de si mesmo.
Vale ressaltar também que a educação é um fator principal no desenvolvimento de um país. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é, infelizmente, refletido na invisibilidade sofrida pelo primitivo. Isso, consoante ao pensamento de Nelson Mandela de que apenas a educação é capaz de mudar o mundo, expõe que esse conceito encontra-se deturpado no país, à medida que o nativo não tem a importância de seu povo para a identidade do país lembrada constantemente em sala de aula, apenas no dia 19 de abril (Dia do Índio).
Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Dessa maneira, urge que o Ministério da Educação implemente na grade curricular dos alunos um ensino que integre a causa dos povos de "pele-vermelha? no nosso tecido social, por meio da valorização da cultura e dos direitos da comunidade nativa, com aulas que proporcionem o estudante a vivenciar seus hábitos e também costumes (como danças, músicas e pinturas). Espera-se, com isso, que essa classe seja tratada como parte da população, com a dignidade assegurada, e não como uma categoria transitória, fadada ao desaparecimento.
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