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Visibilidade indígena em questão no Brasil

Oswald de Andrade, grande escritor brasileiro, metaforizou a imposição da cultura europeia perante a indígena, ao relacionar o fato de chover quando chegaram os portugueses, fazendo-os vestir física e culturalmente o nativo. Desse modo, é possível perceber que a primazia indígena em nossas terras sofre constante desvalorização, tida muitas vezes como endêmica (local e constante). Assim, nota-se que houve um atraso histórico no processo de preservação e resgate dos costumes desses povos, além da existência de impeditivos e falhas governamentais no processo da efetiva inclusão desta camada social.
Em primeiro lugar, é fundamental reconhecer a importância do que se fez em relação à temática. Dessa maneira, a visão eurocêntrica proporcionou grande atraso histórico na tomada de medidas que busquem efetivar a preservação do patrimônio cultural desses povos. Assim, a criação da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) promoveu grandes feitos, como exemplo, a ampliação da demarcação de terras, que enfrenta a oposição dos interesses da bancada ruralista no congresso (grande maioria). Todavia, a FUNAI completou em 2017, 60 anos de sua fundação, o que demonstra claramente o atraso mediante os mais de 400 anos de espoliação indígena.
Por conseguinte, existe erroneamente a tentativa de integrar ao invés de incluir os índios na sociedade. Frente a tal problema, percebemos a escassa participação política indígena como resultado da ineficácia da integração social. Não obstante, a demarcação de terras é controvérsia, uma vez que tem a legítima intenção de preservar a cultura material, porém, o isolamento das tribos acaba os segregando cada vez mais da civilização. Assim, tal atitude fomenta o estigma de que o índio só é legítimo na floresta, prejudicando sua inclusão na sociedade.
Torna-se claro, portanto, que o problema da representação social indígena é mais complexo do que se imagina. É necessário, que o Ministério Público forneça subsídios e maior autonomia à FUNAI, promovendo maior efetivação das medidas profiláticas ante a espoliação desta população. Ademais, as ONG?s que atuam nessa área devem formar parcerias com as escolas de todo o país, visando levar palestras que informem a necessidade de preservar a cultura indígena, ao mesmo tempo em que haja a criação de uma inclusão social e o respeito aos seus costumes. Só assim será possível fazer que os dias no Brasil sejam mais ensolarados.


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