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Visibilidade indígena em questão no Brasil

Os poetas indianistas valorizavam o índio pela sua inocência e pela forma harmoniosa na qual esses indivíduos lidavam com a natureza. No entanto, com a chegada dos portugueses e das missões jesuíticas, os nativos foram submetidos a um processo intenso de etnocídio e de exploração dos seus recursos naturais. Cinco séculos se passaram, desde então, e essas mesmas práticas podem ser observadas ainda hoje no Brasil e devem ser repudiadas.
Em primeiro lugar, é necessário entender o contexto em que os índios se encontram atualmente. Ainda que o governo tenha disponibilizado 12% do território brasileiro para esses indivíduos viverem e darem continuidade às suas pluralidades culturais, é possível observar o rápido e constante avanço da fronteira agropecuária para essas áreas. Exemplo claro disso são os constantes desmatamentos na região Amazônia devido às pastagens e à apropriação de áreas para o cultivo da soja vinda do Centro-Oeste. Assim sendo, é possível observar que, mais uma vez, o desejo pelo lucro se sobressai às necessidades dos índios.
Ainda, há quem diga que as ações governamentais para a inclusão social do índio são suficientes para mantê-los seguros. Isso não é verdade, pois mesmo que haja ações afirmativas para o ingresso desses indivíduos em escolas e universidades, a população não foi educada a respeitar e a conviver com esse grupo. Segundo Zygmunt Bauman, vivemos numa crise de atenção, logo, a sociedade não olha para os índios como deveriam, de forma a comprovar o individualismo impregnado na sociedade contemporânea. Se essas atitudes não forem superadas, a ideia de integrar os nativos será uma utopia.
Dessa forma, fica evidente as dificuldades enfrentadas pelos índios no Brasil. Num primeiro plano, seria interessante a Fundação Nacional do Índio, aliada à mídia, divulgar a problemática para a população de forma a conscientizá-la e a incentivá-la a pressionar os Três Poderes para a punição daqueles que se apropriam das áreas destinadas aos índios por meio de passeatas e abaixo-assinados. Ademais, ONGs e escolas podem ofertar palestras interativas à comunidade sobre o histórico indígena e suas lutas, de forma a retirar o estigma de que o índio é um ser primitivo e insociável.
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