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Visibilidade indígena em questão no Brasil
Durante a primeira fase do romantismo brasileiro os autores, influenciados pelo mito do bom selvagem, atribuíram ao índio características europeias. Nesse contexto, fora da ficção, esses povos ainda não são compreendidos e seus direitos são violados em virtude do preconceito e da expansão das fronteiras agrícolas. Assim, medidas são necessárias para reverter a situação.
De início, nota-se o preconceito enraizado no país. Dessa forma, desde o período colonial os indígenas foram considerados inferiores de tal forma que termos pejorativos como "atrasados" e "preguiçosos" são utilizados hoje para designá-los. Apesar da criação do Estatuto do Índio, a sua falta de divulgação e o desinteresse das autoridades em valorizar essa cultura, a invisibilidade é grande no país. Logo, lamentavelmente, têm-se por consequências a segregação e o desrespeito a esses povos.
Aliado a isso, a expansão das fronteiras agrícolas em terras indígenas prejudica a situação. Nesse sentido, cabe pontuar o estabelecimento do direito originários dos índios sobre as terras pela Constituição Cidadã ignorado pelos latifundiários, visto que estão sustentados pela bancada ruralista no Congresso. Desse modo, a Funai não consegue cumprir sua função de garantir os direitos desses povos e, segundo o IBGE, 137 índios foram assassinados em 2015. Em virtude desses conflitos, os extermínios indígenas nunca acabaram.
Fica claro, portanto, a necessidade de combater a invisibilidade indígena. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Cultura promover campanhas e debates, por meio da internet e televisão, que retratem a realidade desses povos a fim de reduzir o preconceito existente e valorizá-los. Ademais, o Ministério da Tecnologia e Inovações deve criar um aplicativo que contenha as áreas indígenas, identifique os conflitos e que os dados sejam enviados às delegacias com o objetivo de aumentar as fiscalizações e reduzir os massacres indígenas. Quem sabe, assim, esses povos comecem a ser percebíveis na sociedade.
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