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Violência nos estádios

Em consonância com a Constituição Federal, o Estatuto do Torcedor postula a importância da segurança dentro e fora dos estádios para a garantia do bem-estar social. Todavia, nota-se uma divergência entre garantia e direito, haja vista o aumento da violência nos estádios. Nesse sentido, seja pela falta de punição, seja pelo consumo de álcool, a agressão em jogos é um desafio e merece um olhar mais crítico de enfrentamento. 



Em primeiro lugar, vale destacar que a falta de políticas efetivas que punam os agressores impulsiona o problema. Segundo Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, pela justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. Analogamente, a falta de repreensão aos torcedores que praticam a violência nos estádios rompe com essa harmonia, uma vez que estes sentem-se livres para agredir física e psicologicamente os outros torcedores. Nesse sentido, observa-se o aumento dos casos de brigas, ansiedade e medo nos estádios, contrariando a Magna Carta.



Outrossim, o consumo de álcool durante os campeonatos de futebol colabora para a permanência do problema. De acordo com o site “Agência Senado”, no ano de 2019, cerca de 76% dos eventos violentos estavam relacionados à ingestão de bebidas alcoólicas. Após a ingestão de tais bebidas, o consumidor pode apresentar-se eufórico, agressivo e até mesmo confuso mentalmente, tornando-se mais propício a cometer atos violentos e envolver-se em brigas. Nessa perspectiva, vivencia-se um cenário de torcedores embriagados e com alteração de comportamento, fortalecendo a existência da mazela social em questão.



Portanto, conclui-se que a permanência do impasse é fruto da falta de punição e da ingestão de bebidas alcoólicas. Assim, para reverter a atual conjuntura, urge que o Governo, como instância máxima de administração executiva, implemente, por meio de verbas governamentais, as leis existentes no Estatuto do Torcedor, a fim de que os torcedores sejam devidamente punidos. Ademais, o Estado deve fiscalizar o consumo de bebidas durante os jogos, com o fito de atenuar os casos de torcedores embriagados. Somente assim, com base no equilíbrio proposto por Aristóteles, tal fato social deixará, efetivamente, de ser um desafio no Brasil.

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