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Violência nos estádios

Na Era Vargas, o futebol era utilizado como instrumento de propaganda política e, posteriormente, tornou-se símbolo de identidade nacional. No entanto, após o início do século XXI, essa atividade esportiva passou a ser, em muitas ocasiões, acompanhada de atos de violência entre torcedores nos estádios brasileiros. Assim, faz-se pertinente a discussão da problemática, que envolve o comportamento civil inadequado e a inoperância estatal.


Primeiramente, é relevante salientar que o desrespeito perpetrado por grande parte da população coadjuva ao exercício da violência nos estádios. Isso porque, devido a uma cultura de ódio enraizada no comportamento de muitos cidadãos – os quais acabam encarando a competição como uma "guerra pessoal" , vários atos de brutalidade são naturalizados ao decorrer dos jogos de futebol. Com efeito, observa-se um quadro extremamente preocupante e que foi evidenciado no ano de 2017, durante o Campeonato Brasileiro, em que mais de seis capitais do país presenciaram atos de agressividade entre torcedores adversários durante a programação esportiva. Diante disso, entende-se essa atitude como um impasse que deve ser atenuado de forma urgente.


Em segundo lugar, é válido ressaltar que a inércia governamental contribui para a perpetuação da violência nos estádios. Nesse âmbito, segundo o filósofo inglês Thomas Hobbes, o Estado deve garantir os direitos de todos os cidadãos para que a sociedade seja justa e harmônica. Contudo, essa harmonia vem sendo rompida, sobretudo no futebol, visto que o direito à segurança é ferido pela falta de fiscalização adequada durante os eventos esportivos. Por conseguinte, nota-se que indivíduos extremamente agressivos, ao circularem livremente dentro dos estádios e em seus arredores, enxergam a negligência estatal como um "passe livre" para efetuar ações violentas, as quais podem causar a morte de pessoas inocentes.


Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar o entrave exposto. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação – ramo do Governo responsável pela formação civil – inserir nas escolas, por meio de seminários e palestras semestrais, discussões engajadas sobre a importância do respeito em campeonatos de futebol, com o fito de corrigir o comportamento inadequado e, assim, estimular a empatia nos estádios. Além disso, o Ministério da Justiça deve, mediante o acionamento de agentes policiais na entrada das praças esportivas, promover uma fiscalização perene dos crimes de violência, a fim de garantir a segurança e a harmonia social apregoada por Hobbes. Feito isso, o Brasil terá paz no esporte e este voltará a ser, deveras, o grande símbolo de identidade nacional.

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