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Violência nos estádios

Durante a Antiguidade Clássica, no Império Romano, as apresentações gladiadoras, marcadas por violência e morte, atraíam multidões às arenas. Esse passado histórico assemelha-se à realidade brasileira, na qual o fanatismo tem motivado um cenário de brutalidade nos estádios, o que demostra, por sua vez, a necessidade de mudanças sociais e maior controle estatal sobre os eventos.
Primeiramente, deve-se considerar que as manifestações de violência não têm suas causas em si mesmas, mas em ideologias. Desse modo, a paixão exacerbada pode ser classificada como patologia social, definida por Durkheim como uma anormalidade em uma organização, uma vez que essa pode provocar um repúdio extremo ao adversário, levando ao ódio e agressões. Logo, é preciso desvincular o apoio a um clube ao sentimento de perseguição aos demais.
Não obstante, a resolução do impasse depende da intervenção normativa da federação. Assim, cabe ao Estado exercer sua função consoante pressupunha o iluminista John Locke, sendo ela o controle do contrato social, o qual impede o natural estado da selvageria humana, na ausência de uma legislação específica e eficiente.
Convém, portanto, que os clubes esportivos junto às mídias televisivas elaborem campanhas, com propagandas em horários comerciais, com a figura dos atletas de times rivais estimulando os torcedores a respeitar seus adversários, a fim de conscientizar acerca do fanatismo negativo. Ademais, a Câmara dos Deputados Federais deve elaborar uma emenda constitucional que impeça os "brigões" de entrarem nos estádios por um período proporcional à gravidade do ato de violência cometido, de modo que a punição desestimule a motivação das brigas nas competições.
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