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Violência no Parto

A atriz e apresentadora Maria da Graça Xuxa Meneguel, conhecida como a rainha dos baixinhos, demonstra constantemente seu amor por sua única filha, Sasha, tamanho apego começou desde o parto da famosa com uma equipe multiprofissional e o fechamento de todo um andar do hospital para receber a criança. Entretanto, infelizmente, muitas mulheres não recebem o mesmo cuidado concedido a celebridade, vindo, assim, a sofrer violência no parto causada tanto pelo imediatismo social quanto pela cultura do machismo.


Primeiramente, é importante destacar que a rapidez do cotidiano é uma das causas do problema. Inquestionavelmente, como descreve o pensador Bauman o século XXI é pautado na modernidade líquida, uma vez que as relações sociais são superficiais e sem empatia e o trabalho é regido pelo tempo e pelo tanto que o indivíduo produz e isso também é refletido no parto. De modo que, para suprir um pensamento capitalista de atender mais em menos tempo e com economia de recursos a equipe médica só se preocupa em atender a gestante e seguir para a próxima, agindo como verdadeiras máquinas. Com isso, as necessidades físicas e psicológicas da gestante são ignoradas como a necessidade de remédios para a dor e presença familiar na sala de parto.


Ademais, o pensamento machista é pertinente à discussão. Indubitavelmente, o indivíduo da contemporaneidade é um ser egoísta por natureza como descreve o pensador Schopenhauer, baseando seus desejos em uma cultura machista em que a mulher lhe deve submissão e cumprimento de suas vontades e, tal atitude, também é vista no parto. De maneira que, médicos, sem consentimento da paciente, realizam procedimentos cirúrgicos em seus corpos, pois, devido ao fato da gravidez modificar sua fisiologia, muitos maridos acreditam estar no direito de pedir a médicos para realizar ações para manter seu prazer sexual. Lamentavelmente, tal crime, induzido por um modo de pensar de superioridade de gênero, pode causar danos permanentes na mulher como dores ao ir ao banheiro ou a realizar relações sexuais.


Portanto, fica evidente que a violência no parto é um problema que deve ser resolvido. A mulher, como principal vítima, deve torna-se voz ativa. Isso deve ser feito por meio da denúncia em delegacias da mulher para que ocorra a prisão de todos os envolvidos. Assim como, ONG’s em defesa da mulher devem criar campanhas em redes sociais com depoimentos das vítimas para aumentar o conhecimento da população sobre o crime e exigir mudanças. Além disso, o Poder Legislativo deve criar leis específicas que protejam essas mulheres. Por fim, com essas medidas as grávidas estarão mais seguras o que vem a melhorar o impasse no Brasil como um todo.

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