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Violência no Parto

       O escritor europeu Arnold Toynbee, em uma de suas teorias, descreve que os humanos tornaram-se detentores da tecnologia, mas continuam "macacos" na existência. Indo de acordo com tal premissa, a evolução científica no âmbito da saúde contrapõe-se à persistência da violência obstétrica em hospitais públicos e privados, a qual caracteriza-se como maus tratos, ameaças e omissão de informações vindas da equipe hospitalar. Dessa forma, faz-se necessária uma atenção para a problemática, que é motivada pela insipiência governamental e social. 


         Em primeira análise, é fundamental salientar que o filósofo Jean Jacques Rousseau afirma que o Estado responsabiliza-se pelo estabelecimento de condições básicas ao promover o bem-estar do âmbito populacional. Entretando, a perspectiva defendida pelo intelectual não concretizar-se-á na realidade hodierna, haja vista a falta de políticas públicas para a intermediação da violência no parto na sociedade. Em vista disso, o Ministério da Saúde não promove políticas públicas voltadas para o esclarecimento do que deve ser considerado violência obstétrica e quais as suas consequências. Logo, percebe-se que o Poder Governamental, ao não efetivar o pensamento de Rousseau, promove a persistência do problema. 


       Outrossim, é necessário frisar que as questões comunitárias são intimamentes ligadas a violência obstétrica. Nesse ínterim, a cegueira moral, fenômeno exposto por José Saramago em sua obra "Ensaio sobre Cegueira", caracteriza a alienação da sociedade frente às demais realidades sociais, a qual é fomentada pelo interesse próprio, insensibilidade e falta de empatia diante de um problema. Isso pode ser exemplificado nas diferentes formas de violência no parto, sejam elas físicas, psicológicas ou verbais, em que a mulher é vista apenas como um ser que procria e pode ser maltratada caso peça anestesia para a dor. Diante disso, com a falha nesse sistema, o indivíduo torna-se vulnerável a mais problemas, o que prejudica a harmonia social e a plena vivência da cidadania. 


       Logo, é míster que o Estado tome as devidas providências para que a problemática seja amenizada. Por isso, o Ministério da Saúde junto à mídia deve fazer com que ocorra a diminuição da violência obstétrica por meio de campanhas publicitárias em canais de televisões e redes sociais, que ressaltem devidamente os tipos de violência no parto e o que a mulher pode fazer caso isso aconteça, para a sociedade. Nessa lógica, o intuito de tal medida é diminuir os maus tratos durante o parto, para que assim as gestantes não fiquem tenham seus corpos e psicológicos violados. Somente assim, a problemática será amenizada e a afirmação de Arnold Toynbee não se aplicará ao âmbito da saúde. 

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