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Violência no Parto

   Na ótica do Físico Newton, um corpo tende a permanecer imóvel caso uma força não atue sob ele. De maneira análoga, a violência no parto tem sido constante, haja vista que cerca de 25% das gestantes são desrrespeitadas ou agredidas pelos profissionais da área da obstetrícia, e não há forças necessárias para mobilizar esse viés. Isso se dá pela impaciência dos médicos e enfermeiros e pela falta de conhecimento tangente à legislação vigente. 


    Primordialmente, salienta-se que, de acordo com a Constituição Federal de 1988, a violência obstétrica é proibida, seja física, seja psicológica, todavia a falta de paciência e a ingnorância dos profissionais, responsáveis pelo parto, têm contribuido para a constante prática violenta com as gestantes. Isso se confirma ao analisar que cerca de 25% das mulheres grávidas atualmente sofrem abuso no momento do parto, com palavras ofensivas e impaciência por parte dos funcionários em relação às suas dores, o que, infelizmente, implica um maior desconforto para essas mães. Por conseguinte, elas são traumatizadas e carregam sequelas para o resto de suas vidas, seja emocionalmente ou fisicamente como, por exemplo, a brutalidade no procedimento de episiotomia, que trata-se de um corte para facilitar a passagem dos bebês, o qual, muitas das vezes, é feito na impaciência e falta de ética dos médicos e, posteriormente, prejudicam as mães. 


     Em segundo lugar, consoante aos fatos supracitados, destaca-se a falta de conhecimento sobre a Constituição Federal por muitos profissionais, haja vista que diversos hospitais não permitem a entrada de um acompanhante com a grávida na sala de parto, o que é contra a lei, se a gestante solicitar e não for atendida. Isso pode ser conferido no artigo de nº11.108, de 2005, o qual possibilitou que as mulheres tenham o direito de escolher o seu acompanhante, de forma que sejam apoiadas, e fiquem menos suscetível à violência obstétrica no parto. Contudo, diversos hospitais não exercem o que a lei permite e muitas mulheres não têm o devido conhecimento para ir em busca de seus direitos. Consequentemente, a violência continua acontecendo dentro da sala de parto, uma vez que as mães não tem voz, por causo da falta de elucidação à respeito da Constituição, e os médicos e enfermeiros continuam a ser ingnorantes, por não existir forças capazes de combater a esse problema. 


    Diante disso, é perceptível que medidas precisam ser tomadas a fim de mobilizar esse viés e acabar com a violência obstétrica. Cabe ao Governo investir no Ministério da Educação e nos postos de saúde pública, por meio de verbas destinadas às palestras, as quais devem ser ministradas por profissionais formados em Direito e tratar sobre a elucidação dos direitos das gestantes. Isso deve ser feito com o intuito de que elas tornem-se sabidas sobre o assunto e possam lutar por condições melhores no momento do parto. Consequentemente, possivelmente a ignorância e a impaciência dos médicos e enfermeiros serão combatidas e a violência obstétrica será aniquilada. 

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