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Violência no Parto

        No prelúdio do modernismo brasileiro, o futurismo vigoru-se como um movimento artístico literário caracterizado, sobretudo, pela celebração do progresso social e ideológico. Entretanto, hodiernamente, a violência no parto no País impede, lamentavelmente, a conjutura do manifesto futurista na saúde nacional. Sendo assim, é irrefutável afirmar que esse cenário negligente está ligado tanto à letargia estatal em fornecer um amparo efetivo no pré-natal, quanto a falta do senso de criticidade cívica na sociedade e comunidade médica.


       Sob esse viés, ressalta-se, sob um prisma político, a omissão de Ordem Pública no tocante ao acompanhamento e burocracia dos direitos da mães e deveres do Estado no momento do parto. Nesse contexto, é explícito o protagonismo impassível que o Ministério da Saúde exerce na gestão da aplicabilidade ética da medicina no âmbito da obstetria, bem como na resolução de denúncias aos casos de abuso de autoridade no momento valioso que é o nascimento. Isso corrobora, infelizmente, segundo a pesquisa ''Nascer no Brasil'' da FioCruz, para o quadrado de que 1 a cada 4 mulheres sofrem algum processo de injúria na hora do parto-como a episiotomia- o que é resultado de uma falta de atenção primária governamental. Nesse ínterim, é fulcral desconstruir esse panorama, intrinsecamente relacionado à finalidade de salvaguardar à saúde e integridade corporal delienadas no artigo 6 da Carta Cidadã.


       Dessa mesma forma, é signficativo, também, o ofício de uma civilização académica e popular criticamente esclarecidas da cultura de técnicas e atitudades de violência no parto para finalizar essa mácula. Nesse sentido, Michel Foucault, no capítulo ''Corpo Dócil'', de sua obra ''Vigiar e Punir'', alude à docilização dos corpos femininos, na qual se torna instrumento de poder para o combate a estigmas sociais. Contudo, na contemporaneidade, tal máxima não é adotada, uma vez que a banalização de princípios éticos para as gestantes é, de fato, resultado de uma não confabulação pública sobre o tema. Por consequência, enquanto não houver uma reeducação cidadã, os atos de criminalidade e discriminalidade obstétrica serão uma mazela atemporal de segregação sociocultural.


         Portanto, é urgente a vigência futurista para amenizar esse desafio na saúde do Brasil. A princípio, cabe ao Ministério da Saúde, por meio de sanções no Ministério do Desenvolvimento Social, elaborar um Programa de Humanização do Parto-PHP- que, mediante uma equipe de especialista na área de medicina assistencialista, faça o acompanhamento sazional dos partos em hospitais que recebem denúncias, bem como promova medidas paliativas para evitar a repetição de casos de violência à gestantes. Ademais, é importante que o PHP, por intermédio do Ministério da Educação, elabore projetos extensionistas de cunho pedagógico no ambiente doméstico e laboral sobre o signficativo respeito e dignidade à mulher no momento do parto, com o fito de promover a cultura de integridade corporal. Nessa conjuntura, essas medidas terão como resultados não apenas as premissas do artigo 6 da Lei Maior, más também a docialização do nascimento humanizado nas atuais e futuras gerações.

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