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Violência no Parto

   Na obra "Utopia", do escritor inglês Thomas More é apresentado uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade é o oposto do que o autor prega, uma vez que a violência no parto apresenta barreiras, as que dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da falta de profissionalismo e ética da parte do obstetra e equipe, quanto da negação dos direitos a gestante. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim de pleno funcionamento da sociedade. 


   Precipuamente, é de extrema importância pontuar que a violência no parto deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido á falta de atuação das autoridades há agressão verbal e física pelo profissional de saúde, procedimentos realizados sem autorização da paciente, como a episiotomia, acarretando em danos físicos e emocionais a vítima. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente. 


  Ademais, é imperativo ressaltar os direitos negados a gestante como promotor do problema. De acordo com uma pesquisa da Fundação Perseu Abrano 25% das mulheres que tiveram filhos sofreram violência obstétricia no Brasil. Partindo desse pressuposto, as delações mais citadas é negar a presença do marido, alívio para dor, atendimento adequado, violação de direitos no qual está incluído a integridade corporal. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, contribuindo para a perpetuação desse quadro deletério. 


  Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar o problema, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério Público e Ministério da Saúde, será revertido em fiscalização dos direitos que já são garantidos, porém, violados, a fim de que as mulheres possam dispor de um parto humanizado. Desse modo, atenuar-se-á, em medio e longo prazo, o impacto nocivo da violência no parto, e a coletividade alcançará a Utopia de More. 

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