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Violência no Parto

 Define-se como violência toda ação ou fala realizada com a intenção de causar dor, sofrimento, físico ou psicológico, ou humilhação. A violência obstétrica não consiste apenas na realização de cortes para facilitar a saída do bebê ou negar medicamentos para dor, mas também na proibição de acompanhante, ofensas e ameaças dirigidas à gestante. Essa prática ser tão comum, 25% das brasileiras afirmam ter sofrido abuso no parto, deve ser analisada pelo menos por dois fatores. O primeiro deles é o atendimento desumano realizado por parte dos agentes de saúde. O segundo fator é a falta de informações divulgadas sobre o assunto.


 Inicialmente, vale lembrar que os médicos, em sua cerimônia de formatura, realizam o Juramento de Hipócrates, onde prometem agir para o bem do paciente, nunca para causar dano ou mal a alguém, mas não é isso que ocorre sempre. Quando o parto não ocorre como era esperado, a gestante não dilata o suficiente, se assusta ou muda de ideia sobre assuntos conversados previamente, alguns profissionais da saúde se irritam, esquecem de ter empatia e utilizam métodos para apressar o parto, como cortes e fórceps. Diante do exposto, o fato de, um momento natural, não ocorrer como o planejado, frustra os profissionais, que deixam de lado o que prometeram e impõem dor e humilhação às pacientes.


 Assim, faz-se mister, ainda salientar a falta de informação divulgada sobre quais ações são caracterizadas como violência obstétrica, que pode ocorrer durante a gestação, no parto ou no pós-parto. Existem mulheres que só descobrem que as situações pelas quais passaram é violência ao conversarem entre si. Diante de tal contexto, a falta de informação e o tabu que ainda está presente em um assunto tão natural e comum corrobora para o silêncio de mulheres sobre os abusos que, às vezes, nem sabem que sofreram.


 Infere-se, portanto, que a violência obstétrica pode acarretar em danos permanentes, sejam eles físicos ou psicológicos, às vítimas, porém existem ações a serem tomadas para que esse cenário não seja uma realidade cada vez mais difundida e banalizada. Por isso, cabe ao Ministério da Saúde promover informações, por meio de campanhas nas redes sociais, sobre como identificar e denunciar a violência obstétrica, com a finalide de diminuir o receio que as mulheres possuem de impor suas vontades e necessidades durante o parto. Além da conscientização sobre o que é a violência no parto, é de extrema importância que o Conselho Federal de Médicos aplique penalidades aos médicos que realizarem tal ato, a fim de que se lembrem do juramento que fizeram. A partir dessas ações, espera-se que os casos de violência obstétrica diminuam.


 

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