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Violência no Parto

As relações entre ciência e tecnologia tem afetado todos os campos, incluindo o de saúde. Não restam dúvidas que o desenvolvimento nas pesquisas médicas elevou as condições de vida e proporcionou uma maior segurança, contudo, embora exista uma evidente evolução e as chamadas parteiras não sejam mais necessárias, a obstetrícia enfrenta um grande problema no século XII: os altos índices de violência que contraria o desenvolvimento da área. Neste contexto, o Brasil apresenta um crescente número de relatos, que envolvem agressões físicas e psicológicas.
Convém ressaltar que, a questão do parto vem sido debatida há anos, a começar pela escolha do método. De certo, o parto normal é o mais recomendado por médicos do mundo todo, todavia cerca 55% dos nascimentos Brasil ocorreram a partir da cesárea, número maior nos hospitais particulares. Logo, o procedimento tem crescido como uma epidemia, contrariando pesquisas negativas sobre o mesmo. Acontece que, ainda há mitos e uma estigma sobre ambas técnicas; as altas chances de doenças respiratórias para o bebê, uma recuperação mais lenta e maior risco de complicações da cesariana, muitas vezes são encobertos por médicos que visam o maior lucro da cirurgia e desconhecido pelas pacientes. Portanto, é comum a realização sem necessidade, refletidas na quantidade de recém nascidos mortos ou prejudicados. Ademais, algumas mulheres também não são notificadas sobre o direito de escolha e direcionadas a não realizar o parto normal.
Outro aspecto de suma relevância é o tratamento recebido por muitas mulheres e seus familiares. Evidencia-se um abuso de poder, por parte dos profissionais, manifestando-se através de toques repetitivos na região abdominal, restrição da alimentação e até do uso de indevido de medicamentos e soro para acelerar o processo de parto. Em consequência disto, os efeitos são muitos: traumas devido as dores físicas em excesso ou problemas psicológicos são frequentemente relatados, além de falas hostis ditas as pacientes durante todo o processo. Eventualmente, muitos desses casos acabam por não serem denunciados, já que a figura do médico representa por vezes um papel dominante — com mais recursos e, então, o medo de ter seu discurso banalizado faz com que muitas mulheres recuem.
Em suma, é preciso intervir sobre tais causas para encontrar caminhos e solucionar o problema. Desse modo, recai primeiramente ao Governo a divulgação de campanhas que disseminem informações sobre o parto normal e seus benefícios, principalmente através de palestras e a formação de grupos de apoio a gestantes nos hospitais, sobretudo nas zonas periféricas. Também é necessário um fortalecimento nas meditas punitivas, assim como uma maior fiscalização nos centro de saúde e melhor acolhimento para as vítimas de tais violências nas delegacias, buscando fornecer principalmente amparo psicológico.

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