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Violência no Parto

Violência Obstétrica: desrespeito humano à mulher


Promulgada em 1988, a Constituição Federal Brasileira assegura como benefício, no artigo 6°, o direito à maternidade e ao bem-estar social. Conquanto, é evidente que os diversos casos de violência obstétrica na sociedade e os seus inúmeros malefícios revelam a impossibilidade de usufruir esses direitos. Por conseguinte, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro e as ações para transformar essa realidade.


Em primeira análise, é possível afirmar que, apesar da gravidez ser um período importante e que requer cuidados relevantes, a realidade mostra o contrário, dado que, são constantes as situações constrangedoras vividas por muitas mulheres nesse âmbito. Sabe-se que, durante a Idade Média, o parto era extremamente perigoso, pois, além de não haverem médicos especializados também não tinha higiene e complicações eram frequentes. No entanto, por mais que essa problemática não seja presente hoje, outros obstáculos se fazem vigente, não só durante o parto, como antes e após, nos quais se destacam atos de negligência, agressões físicas, verbais e até psicológicas, contra as gestantes. Desse modo, é visível que diferentemente de séculos atrás possuímos estrutura e profissionais qualificados, porém, estes são principais agressores que, através da violência obstétrica, levam as vítimas aos primórdios, em que se enxergava a gravidez como um período arriscado.


De acordo com uma pesquisa da Fundação Perseu Abramo, em 2010, 25% das mulheres sofrem alguma forma de violência durante o parto. Outrossim, vale salientar que esses dados retratam uma questão preocupante, posto que, são muitas as consequências e sequelas, de curto ou longo prazo, obtidas pelas vítimas dessa infração, que marcam significamente suas vidas, podendo destacar, em muitos casos, mudanças negativas de personalidade, rejeição ao próprio corpo e até medo de outra gestação. Nesse viés, percebe-se o quanto essa prática violenta, que vem sendo praticada há anos, promove impactos profundos em muitas pessoas, precisando assim ser combatida de imediato.


Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para resolver os entraves acerca da violência obstétrica. Dessa maneira, é dever do Governo brasileiro, em auxílio do Ministério da Saúde, promover, por meio de políticas públicas, campanhas midiáticas governamentais, que visem incentivar as vítimas dessa agressão a denunciar tais atos, para que os infratores obtenham suas devidas sanções, a fim de evitar que mais mulheres passem pela mesma situação, contornando esse quadro e garantindo uma sociedade mais justa. Ademais, é preciso que seja dada atenção às vítimas com tratamentos psicológicos, para que a mesma não venha obter outros transtornos negativos resultantes da violência no parto. A partir disso, espera-se que haja melhoras desse cenário no país.

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