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Violência no Parto

A Constituição Cidadã de 1988 garante a todos os brasileiros o direito à integridade física. Atualmente, no Brasil a violência obstétrica impossibilita que muitas mulheres desfrutem desse direito na prática. Nessa perspectiva, no momento de maior vulnerabilidade feminina, na hora do parto, a falta de sensibilidade e empatia dos médicos e enfermeiros transformam o sonho da concepção do seu filho em trauma.
É notório que, a cultura enraizada de procedimentos considerados padrões, alimenta cada dia mais a violência obstétrica no país. De acordo com pesquisas realizadas pelo Associação Brasileira de Obstetrícia e Ginecologia, uma a cada quatro mulheres sofreram violência na hora do parto. Esse dado evidência a condição de desrespeito à saúde corporal e psíquica da mulher. Diante disso, é inadmissível que o corpo médico, nos hospitais, continuem realizando procedimentos desnecessários, como a episiotomia, que é a incisão feita para ampliar o canal do parto, sem o devido consentimento da mulher.
Além disso, o direito de escolha e liberdade da mulher com o seu parto não é respeitado no Brasil. Segundo pesquisas realizadas pelo Ministério da Saúde, 52% dos partos realizados no Brasil são cesariana, entretanto, a OMS recomenda que esse índice seja somente de 15%. É notório que existe uma pressão por parte dos médicos para realizar uma cirurgia sem a necessidade, diminuindo o direito de escolha assegurado por lei. Dessa maneira, lamentavelmente, mulheres não possuem chances de escolher como será seu parto devido à imposição autoritária de alguns médicos, e que atenta contra o direito à condição da pessoa.
Sendo assim, é indispensável a adoção de medidas capazes de assegurar o direito das mulheres de escolha durante o seu parto. Posto isso, cabe ao Ministério da Saúde, implementar uma lei que crie um documento que autoriza, ou não, procedimentos durante todo o trabalho de parto. Declaração essa, que será realizado durante o pré-parto, com o médico escolhido, autorizando as possíveis internações necessárias. Desse modo, a paciente saberá como será o seu parto, e a equipe médica não irá realizar procedimentos indevidos. Assim como o não cumprimento desse documento poderá acarretar processos para a equipe, para que assim, o direito de escolha da futura mãe seja assegurado, como está declarado na Constituição Cidadã.
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