O CUPOM VOUPASSAR35 É VÁLIDO POR: dias horas minutos segundos

Violência no Parto

Na obra de arte "O grito", o pintor Edvard Munch retrata um momento de profunda angústia e desespero vivido por um ser humano. De maneira análoga à obra, também vivem muitas mães no momento do parto de seus filhos, uma vez que, mediante a carência de informações sobre o tema, e a uma desumanização do trabalho do profissional da saúde, a violência obstétrica segue acontecendo no Brasil.
Primeiramente, é preciso destacar que a carência de informações sobre a violência no parto é fator determinante para que esse fato siga ocorrendo com uma em cada quatro mulheres, como mostram pesquisas. Com a propagação da ideia de perfeição do momento do nascimento, sustentada principalmente pela romantização do parto pela mídia e pela sociedade, deixa-se de discutir profundamente os direitos da mulher. Assim, quando sofre uma agressão física ou psicológica, ou tem algum direito negado, a mulher, já vulnerável, aceita o tratamento oferecido, o que pode resultar em um momento traumático para toda a vida, depressão, dificuldades para criar o bebê e problemas na sexualidade.
Além disso, a ausência de humanização no modo de trabalho de profissionais da saúde também reflete no tratamento violento na hora do parto. Por estarem constantemente em contato com o sofrimento alheio, com o tempo, esses profissionais deixam de levar em consideração as individualidades dos pacientes, e fazem seu trabalho de forma mecânica, o que pode acabar gerando complicações em alguns partos. Ademais, esses fatos são agravados quando a mulher é negra. De acordo com o Ministério da Saúde, mais de 60% de mulheres que vieram a óbito durante o parto eram negras. Esses fatos geram danos irreparáveis para a maternidade brasileira, uma vez que vão na contramão do direito à igualdade e à vida, ambos garantidos pela Constituição de 1988.
Percebe-se, portanto, a necessidade de alterações nesse cenário, já que, para Confúcio, "não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros". Nesse sentido, para que as mulheres estejam mais cientes sobre seus direitos na hora do parto, é importante que a mídia, em parceria com o Ministério da Saúde, crie campanhas que informem e discutam sobre a violência obstétrica. Também, para diminuir o tratamento violento com parturientes nos hospitais, o governo deve investir na humanização dos profissionais da saúde por meio de cursos e palestras, além de fiscalizar a conduta desses profissionais pelo órgão competente, punindo em casos de racismo e negligência. Essas medidas, em conjunto, poderão ajudar a diminuir a violência no parto das mulheres brasileiras.
Ver todas as redações Corrija suas redações com a nossa plataforma! Clique aqui!