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Violência no Parto

A lei do acompanhante garante que parceiros acompanhem gestantes durante o parto, direito pelo qual não pode ser impedido pelo hospital ou a equipe. Entretanto, na prática, isso não acontece na maioria dos hospitais públicos. Logo, torna-se esse mais um caso de violência obstétrica, um problema recorrente no Brasil.
É importante destacar, a falta de humanização no atendimento às gestantes. A ocorrência de violência física e psicológica do parto até o pós parto, feitas por médicos e enfermeiros é inadmissível, pois tais práticas submetem mulheres às situações que afrontam a autonomia, liberdade sobre seus corpos e sexualidade.
Desse necessária, ênfase no abuso de medicamentos e no excesso de cesarianas. O Brasil lidera o ranking na América Latina de partos de cesarianas com 58%, mas nas redes privadas as cesarianas ultrapassam os 88%, segundo a OMS. Em consequência disso, vê-se a patologização de procedimentos naturais, porque tanto a cesariana quanto a episiotomia são desnecessários na maioria das vezes. Ademais, o uso de anestesia ou medicamentos indutores podem causar dores e danos físicos sem a comprovada necessidade de uso.
Portanto, para que a realidade da violência obstétrica mude, é necessário compreendê-la e denunciá-la, bem como assegurar que casos em que ela aconteceu sejam apurados, acolhidos e julgados. Em vista disso, o Ministério da Saúde tem como função criar projetos que visam a capacitação dos agentes da saúde, para um atendimento humanizado. Além de reforçar leis já vigentes, a fim de combater tal problemática.
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