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Verticalização urbana: avanço ou problema?

 "Subiu o prédio, eu ouço vaia". A frase da música "lucro", da banda Baiana System, retrata a critica à verticalização urbana, presente em várias cidades brasileiras. Deste modo, é perceptível que apesar de representar em avanço estrutural, esse processo urbanístico também é um obstáculo para o desenvolvimento urbano quando não planejado corretamente. Logo, torna-se necessário analisar os prós e contras dessa prática. 


 Primeiramente, as políticas impostas durante o governo de Juscelino Kubitschek, entre 1956 e 1961, com o slogan "50 anos em 5", possibilitaram um grande avanço na modernização das metrópoles, principalmente, a construção de edifícios. Entretanto, apesar de aprimorar a estética dos grandes centros urbanos, a pressa para esse desenvolvimento resultou em problemas de infraestrutura observados até hoje. Ao analisar grandes cidades, é visível problemas como congestionamento urbano, dificuldade de circulação de ar que corroboram para o surgimento de ilhas de calor e a marginalização da população com baixo poder aquisitivo.


 Ademais, é percepitível a desorganização urbanística nas grandes cidades, uma vez que a verticalização urbana não condiz com o Plano Diretor, presente no Estatuto da Cidade, que discorre sobre os limites da implantação de edifícios e seus danos afim de planejar a infraestrutura municipal. Assim, através de acordos, representantes do poder público flexibilizam as leis para o benefício de empresários e permitem a construção, apenas cobrando pelas medidas adicionais, como altura e quantidade, e possíveis prejuízos. Dessa forma, os benefícios são privados e os malefícios são socias.


 Logo, para diminuir os efeitos negativos desse processo urbanístico é necessário medidas que visem o bem estar da população dentro do plano urbano. Assim, é imprescindível que o Poder Judiciário em conjunto com o governo avaliem as construções já feitas, intimando as imobiliárias e multando-as de acordo com os prejuízos, transferindo esse dinheiro para o Ministério de Infraestrutura a fim de investir na pavimentação, evitando o congestionamento. Além disso, é preciso que o Executivo imponha como meta para os municípios a utilização e cumprimento do Plano Diretor, e junto a isso, o Judiciário classifique o beneficiamento de membros políticos a empresários para construir edifícios fora das medidas definidas como crime com punição de perda da propriedade. Deste modo, as críticas negativas como as expressar na música "Lucro" serão se dissiparão.

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