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Verticalização urbana: avanço ou problema?

      “A Cidade Vertical e o Urbanismo Moderno”, livro de Nádia Somekh, narra a história de verticalização da cidade de São Paulo e como a questão social foi excluída da sua ótica. Não distante da literatura, nos dias atuais, no Brasil, os índices de prédios elevados são alarmantes em vários municípios. Em razão disso, está o interesse ganancioso do setor imobiliário e a falta de regulamentação.  Em consequência disso, vê-se, a todo instante, impactos ambientais, exclusão social e congestionamentos.


      Em primeiro lugar, é notável que a ambição desmedida do ser humano impacta, profundamente, o meio ambiente. Segundo Paul Atson, co-fundador do Greenpeace, “inteligência é a habilidade das espécies para viver em harmonia com o meio ambiente”, no entanto, são várias as barreiras que ainda precisam ser superadas na relação homem e natureza. Sob esse viés, é fato que as construções elevadas afetam a circulação de ar, dificultam o escoamento de água, fazem sombreamento na orla e promovem ilhas de calor.   Dessa forma, a agudeza de espírito proposta por Atson poderia ser mais frequente, para dirimir os impactos nocivos dos prédios nas cidades.


      Em segundo lugar, a ausência de Plano Diretor abre brechas para diversos tipos de construções irregulares. Consoante a Manoel Alves, docente o Instituto de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, “a construção de prédios torna a cidade mais densa, mas não mais inclusiva”.  Nessa perspectiva, muitos municípios brasileiros carecem de leis e de diretrizes para definir altura dos prédios, tipos de edificações conforme as diversas zonas de loteamento urbano. Esse fato é agravado pela marginalização das pessoas de baixa renda para área mais distantes do centro e para os morros. O resultado dessa falta de gestão impede que todos tenham acesso à moradia de qualidade e próxima ao local de trabalho. Desse modo, é imperioso que os órgãos legislativos de cada município façam a sua parte na organização urbana exemplar.  


      Evidencia-se, portanto, que a verticalização urbana constitui desafios a superar. Assim, cabe aos Secretários do Meio Ambiente e da Urbanização, por meio de leis e de investimentos, com um planejamento adequado, estabelecer o Plano Diretor com o fito de definir regras claras de tamanho e de tipo de edificação para cada área da cidade. Além disso, é de suma importância que a população denuncie obras irregulares que impactem, negativamente, no meio ambiente. Dessa maneira, a vida nas cidades será mais harmoniosa.


 



 

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