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UNESP
A Revolução Técnico-científico-informacional foi determinante na flexibilização das informações, permitindo aos indivíduos o compartilhamento dos fatos que acontecem em todo o mundo. No entanto, a disseminação descontrolada de imagens trágicas que ocorrem diariamente reduz a sensibilização das pessoas, configurando-se um grave problema. Dessa forma, deve-se buscar maneiras de minimizar essa prática com o intuito de garantir o propósito humanitário da publicação dessas imagens.

Em um primeiro plano, deve-se compreender a necessidade do compartilhamento de imagens. Pode-se verificar, por exemplo, que fatos ocorridos à quilômetros de distância são transmitidos em tempo real para os quatro cantos do mundo, encurtando as distâncias métricas que separam as pessoas. Todavia, a falta de conscientização daqueles que compartilham essas informações, inunda as mídias com conteúdos desnecessários, saturando o espectador com imagens e vídeos que deveriam sensibilizá-lo, mas passam despercebidos. Nesse sentido, percebe-se que o compartilhamento de informações é essencial para a dinâmica social, devendo-se utilizá-lo da forma que traga menos problemas.

Por outro lado, há uma preocupação quanto à disseminação descontrolada de imagens trágicas. Nos tempos modernos, devido a facilidade de acesso ao conteúdo, seja por smartphones ou pela própria televisão, é comum deparar-se com fotos e videos de horrores diariamente, tornando a sensibilização das pessoas cada vez mais rara e reduzindo consideravelmente os efeitos das imagens que realmente importam. Essa problemática é um potencial para gerar uma população despreocupada, dirimindo aos poucos as possibilidades de solução dos problemas sociais. Dessa forma, faz necessário a busca de medidas que visem diminuir o compartilhamento desnecessário dessas imagens.

Sendo assim, apesar da necessidade da publicação de imagens trágicas, a disseminação descontrolada pode acarretar em graves problemas. Para combatê-los, são necessárias alternativas concretas que tenham como protagonistas o Estado, a escola e a mídia. o Estado deverá promover campanhas de conscientização que visem mostrar a sociedade as consequências do compartilhamento abusivo do conteúdo trágico, no intuito de reduzir o número de compartilhadores desnecessários. A escola, formadora de caráter, deverá preparar os jovens para filtrar as informações que devem ser absorvidas e disseminadas, a fim de conscientizá-los sobre os problemas sociais e a importância do compartilhamento. A mídia deverá veicular propagandas que mostrem os benefícios e os malefícios da publicação de imagens trágicas, com a finalidade de tornar a sociedade julgadora da necessidade de disseminação desse conteúdo. Somente assim, conscientizando a população, poderemos sensibilizá-la da forma correta.
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