ENTRAR NA PLATAFORMA
UNESP
O ser humano é social e necessita estabelecer relações interpessoais. No entanto, sob a perspectiva humanitária, inúmeras situações antiéticas ocorrem diariamente e são divulgadas pela mídia, que demonstra a falta de empatia com a dignidade do próximo. Nesse viés, o filósofo australiano, Roman Krznaric, afirma que as pessoas estão se tornando mais individualistas e, a banalização do sofrimento tornou-se comum diante das atrocidades publicadas pelos meios de comunicação. Com efeito, pressupõe-se uma análise tecnológica e social.
Mormente, as redes sociais são intermediadoras de imagens trágicas, que expõem e denigrem situações instáveis de um povo. Nesse contexto, podemos citar as fotografias que relataram a guerra da Síria, na qual imagens de crianças machucadas ou falecidas repercutiram incessantemente na mídia, desrespeitando o sofrimento daquelas vítimas, que foram expostas somente para consumo público, sem qualquer sensibilização. Desse modo, a falta de solidariedade com o próximo nas mídias, ocasiona a mediocrização que Roman relata em seu livro "O efeito da empatia", na qual crítica a sociedade atual que idealiza apenas os valores extrínsecos da existência.
Outrossim, é válido ressaltar que as pessoas estão vivendo tempo de "modernidade líquida", conceito do sociólogo Zygmunt Bauman, em que diz sobre o imediatismo e individualismo nas relações sociais, fazendo com que o povo se torne vil diante das tragédias cotidianas que deveriam sensibiliza-los. A princípio, é possível perceber que existem sim situações que devem ser fotografadas, e divulgadas para a colaboração de todos no combate a tal calamidade. Entretanto, a mídia ao publicar imagens de pessoas em fatalidades diariamente, faz com que as reportagens que discutem os impasses se tornem comuns e não atinjam sentimentalmente as pessoas, colaborando com a banalização do sofrimento alheio.
Portanto, deve-se analisar a falta de empatia que as redes sociais instigam. Assim, a mídia deve ser sensibilizada a fim de que os temas relevantes sejam matérias conveniente e não a exposição da angústia e sofrimento de um povo. Tal ação deve ser promovida por meio da discussão da temática e de pesquisas que avaliem a satisfação do povo com as reportagens que retratam imagens trágicas. A adoção dessa medida, inegavelmente, contribuirá com a comoção das pessoas e amenizará a banalização contemporânea.
Ver todas as redações Corrija suas redações com a nossa plataforma! Clique aqui!
Message comes here!
Aguarde