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Uberização do trabalho e precarização profissional

O “lockdown”, causado pela pandemia do COVID-19, mudou radicalmente o modo de viver dos cidadãos em geral, pois, por ser necessário a permanência nas residências de cada um, o consumo e, em especial, o trabalho dos autônomos, tiveram que se adequar para continuarem funcionando. Com base nisso, a “uberização” da prestação de serviços não essenciais, teve seu advento, já que o desemprego e a alta demanda, motivaram o crescimento do número dessa classe trabalhadora. No entanto, é precisa uma discussão para concluir se esta crescente precarização profissional traz mais benefícios ou malefícios a todos.


Primeiramente, cabe ressaltar que, com a pandemia, muitos indivíduos que ocupavam cargos de trabalho considerados não essenciais, acabaram ficando desempregados, e assim, optaram por trabalharem como autônomos em transportes e deliverys de aplicativos, como Uber e iFood. De uma certa perspectiva, esse fato é benéfico para todas as partes, já que a demanda por entregas de comida, principalmente, cresce exponencialmente em função do cenário hodierno, contudo, é possível notar uma precarização profissional, já que, muitos destes trabalhadores, que antes ocupavam cargos formais, de acordo com sua profissionalização, migraram para uma forma de emprego informal, flexível, e de acordo com a demanda. Assim, é evidente que se torna válida a frase da escritora Maíra Martins, “Você tem que escolher: sofrer com as mudanças, ou adaptar-se a elas”.


Ademais, não há como negar que esta informalização traz inúmeros pontos positivos para os trabalhadores, como a flexibilização da jornada de trabalho, a autonomia e o vasto mercado de atuação, entretanto, a longo prazo há consequências. Como exemplo disso, pode-se ter os resultados de não se ter a formalização da Carteira Assinada, pois com isso, o lucro do indivíduo se torna muito desigual, ele não tem direito à férias, 13º salário ou aposentadoria, ou seja, o cidadão fica refém do próprio trabalho para viver. Nesse sentido ainda, destaca-se a pressão psicológica, explicada pelo fato de o salário da pessoa depender do número de horas trabalhadas e, como não há uma regulamentação, as jornadas de trabalho podem se tornar extremamente exaustivas, causando danos à mente e ao corpo. Logo, é preciso refletir se este estilo de emprego “fácil” é realmente positivo ou não, pois como afirmou Platão, “O importante não é viver, mas viver bem”.


Dessarte, é nítido que medidas são necessárias a fim de solucionar os impasses relacionados com a uberização do trabalho na sociedade brasileira. Assim, urge a fim de que o Ministério da Educação disponibilize cursos gratuitos de aprimoramento profissional e empreendedorismo aos cidadãos brasileiros por meio de plataformas digitais de fácil acesso, com o objetivo de capacitar os trabalhadores autônomos e os auxiliarem a não se tornarem reféns do trabalho. Outrossim, é importante que o Ministério da Saúde invista na área de terapia psicológica aos brasileiros, em especial, no contexto de pandemia, para que a sociedade como um todo não se torne vítima de doenças mentais que crescem a cada dia mais. Assim sendo, o desemprego será superado, e as condições de trabalho e vida melhorarão a todos os indivíduos.

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