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Turismo e seus impactos socioambientais

Há alguns anos, no Pernambuco, um shopping foi condenado por ter aterrado áreas do mangue local em favor do turismo e do aumento dos lucros. Não tão distante dessa situação, o setor econômico mencionado favorece a formação e prosperidade da economia do Brasil, mas causa problemas maiores não apenas para as comunidades e populações da área, como também afeta as relações ecológicas da fauna, se constituindo como um obstáculo que deve ser superado.


Em primeiro lugar, deve-se perceber que a economia necessita de maiores fontes de renda e que o turismo é uma modalidade importante para esse fim, porém a busca por áreas como o mangue causa problemas sociais no local, como elucidado por Adorno e Horkheimer em sua teoria da “Indústria Cultural”, na qual a cultura do consumo é privilegiada, gerando, como consequência, a exclusão da cultura da população daquela área, resultando na prosperidade desse espaço, ainda que cause a segregação das comunidades mais próximas.


Ademais, a simples presença humana e sua influência nos meios nos quais o turismo ocorre, como defendido pelo cientista Daniel Hunt Janzen, causam interferências significativas no ecossistema, uma vez que, quando aliado às práticas de divertimento do público turista, causa o abuso de animais silvestres, problemas de dependência da fauna ou ainda ataques de animais aos seres humanos, desfavorecendo tanto essa prática econômica quanto as próprias espécies envolvidas no local.


Em suma, pode-se perceber que o turismo, quando praticado em áreas indevidas, pode causar problemas não apenas para as populações, mas também para os animais silvestres do local. Tendo isso em vista, uma forma de minimizar tal problema se baseia na atuação de órgãos responsáveis pelo turismo e pelo ambiente em consonância com o Ministério da Cultura e com o Ministério do Desenvolvimento Regional para que o turismo nas áreas dos mangues possa ser realizado da melhor forma possível. Tal ação deve ser concretizada pelo uso de projetos arquitetônicos que minimizem os impactos causados à fauna e à flora local e medidas que permitam que a cultura das populações dessa região não seja negligenciada pelo turismo, como elaboração de protocolos que visam à valorização cultural, evitando maiores problemas aos animais, à vegetação e às comunidades, como ocorrido em Pernambuco.

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