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Turismo e seus impactos socioambientais

  A Constituição Federal de 1988 garante a preservação de áreas ambientais essenciais para a manuteção de um equilíbrio ecológico, que é fundamental para que todas as esferas biológicas e sociais funcionem de maneira eficaz. No entanto, com o aumento do turismo, diversos locais no Brasil estão sendo cada vez mais ameaçados, seja pela negligência estatal, seja pelo capitalismo. Com isso, é necessário que subterfúgios sejam encontrados com o intuito de garantir manuscritos jurídicos que possuem como intuito a proteção socioambiental de áreas que têm grande potencial turístico.


  Em primeira análise, é lícito postular que a negligência estatal colabora diretamente para que o turismo gere impactos negativos tanto no âmbito social, quanto no ambiental. De acordo com o filósofo contratualista Thomas Hobbes, é dever do Estado garantir uma harmonia social, porém, isso não ocorre no contexto nacional, visto que a ausência de medidas que visem reverter a situação negativa torna esse equilíbrio inviável. Dessa forma, diversos indivíduos que residem em regiões amplamente relacionadas ao turismo sofrem com a destruição da fauna e flora local, fato que gera um desequilíbrio ecológico e que também afeta de maneira expressiva a perspectiva econômica daqueles - visto que grande parte da população que vive nas proximidades geram capital a partir da coleta natural -, fazendo com que preceitos jurídicos garantidos pela constituição vigente sejam desrespeitados.


  Outrossim, é pertinente ressaltar que o capitalismo possui uma parcela considerável de responsabilidade quanto às consequências negativas que o turismo inconstitucional traz para toda organização socioambiental relacionada a esta prática. Segundo estudos desenvolvidos pelo IBGE, o turismo pode trazer danos irreversíveis e que podem ser percebidos em escalas locais, regionais e internacionais, porém, mesmo sabendo de tais efeitos perversos, essa atividade continua sendo praticada e incentivada. Logo, é possível afirmar que a busca pelo lucro com atividades turísticas acaba sendo prioridade em relação às preocupações sociais e ambientais, fato que configura uma das principais características do capitalismo, que, de acordo com o geógrafo brasileiro Milton Santos, faz com que a busca pelo capital seja colocada em primeiro plano, enquanto que outros fatores acabam sendo negligenciados, situação que afeta negativamente a construção de uma plena cidadania e também de uma preocupação ambiental.


  Infere-se, dessarte, que ainda há entraves no Brasil para a garantia da realização da atividade turística da maneira correta e constitucional. Consequentemente, é necessário, por parte do Governo Federal, em aliança com o Ministério da Cidadania, que campanhas sejam criadas e incentivadas, por meio de intermediações burocráticas entre agentes sociais e privados, com o intuito de promover a proteção da fauna e flora dos locais com elevado potencial turístico, além da promoção da cidadania integral da população instalada nas proximidades destas regiões. Além disso, cabe ao Governo Estadual, em parceria com suas respectivas Assembleias Legislativas, a ação de criar novas leis, a partir de reuniões e discussões socioambientais, com o objetivo de aumentar as penalidades para agências turísticas que não respeitam aos mandatos jurídicos que visam a promoção legal da atividade excursionista. Destarte, o problema será resolvido, a médio e longo prazo, fazendo com que haja uma harmonia social, conforme proposto por Thomas Hobbes


 

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