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Trotes universitários

O trote universitário é definido uma espécie ?ritual de passagem? do calouro da vida estudantil para a universidade, na maior parte das vezes repleto de atos de zombaria, violência e humilhação. Muito se discute quais são os limites de um trote, onde este deixa de ser apenas uma confraternização e passa a ser uma humilhação ou até mesmo um crime. O rito que tem sua origem na Idade Média, foi iniciado na Europa e sempre foi considerado fora da lei e desrespeitoso, porém, nunca foi punido, pois naquela época se esperava que calouros respeitassem os veteranos.
Atualmente, observa-se uma maior discussão dos trotes universitáios. Isso se deve aos inúmeros acidentes e crimes que ocorrem em muitas ocasiões. O primeiro caso de morte durante um trote registrado no Brasil foi em 1999, quando um estudante da Universidade de São Paulo morreu afogado durante um trote. A partir daí, o assunto ganhou peso. Casos de preconceitos raciais, sexuais, entre outros são comuns durante as práticas. Além disso, lessões corporais, constrangimentos e até agressões violam direitos básicos como o direito à vida, à integridade física e psicologica, à liberdade entre outros. No século XIV, na Universidade de Paris, os trotes envolviam humilhações como jogar fezes e lixo nos calouros.
Outro exemplo claro são as denúncias de abusos sexuais cada vez mais comuns em Universidades por todo o mundo. No final de 2014, diversas estudantes de inúmeras faculdades relataram abusos sexuais ocorridos em festas do próprio campus, mas os responsáveis não foram punidos. É clara a falta de punição para veteranos reponsáveis pelos mais variados crimes durante trotes, apesar de haverem leis relacionadas a isso. Também é observado o medo de muitos estudantes de registrarem denúncias, o que acaba instalando nos campus uma cultura do silêncio e dando aos autores dos crimes atitudes narsicistas, buscando proteger a si próprios acima de tudo e todos.
Em virtude do que foi mencionado, cabe ao Governo Federal e Ministério da Educação criar medidas para a diminuição e até erradicação de tais atitudes. Muitas Universidades brasileiras em conjunto com os próprios alunos já conseguiram mudar esse cenário, implementando os "trotes solidários", mas ainda é necessária a criação de medidades de punição para alunos envolvidos em trotes criminosos tanto dentro quanto fora do perímetro das instituições. Apesar do trote universitário propriamente dito não ser crime previsto do Código Penal, afetar o bem-estar físico e emocional de outros, sim. Também é cabível à mídia a criação de campanhas combatendo a violência nos trotes, transmitindo informações para a população.
"A injustiça num lugar qualquer é uma ameaça à justiça em todo o lugar." A frase de Martin Luther King exemplifica claramente a urgência por justiça dentro dos campus universitários. A ausência de punição justa é um dos principais fatores que levam tantos à anteriormente mencionada cultutura do silêncio.
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