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Transporte público no Brasil

O Brasil teve sua industrialização tardia, sendo acelerada a partir da segunda metade do século XX. Por conta disso houve um grande Êxodo rural, favorecendo ainda mais o excesso populacional das metrópoles (metropolização) que não tinham capacidade e nem estrutura para receber tantas pessoas. Dessa forma, com a falta de planejamento, problemas surgiram e entre eles o de transporte coletivo que perpetua até os dias atuais, não se mostrando eficiente e nem capaz de suprir as necessidades das cidades brasileiras.
Em primeira análise, cabe pontuar que a grande expansão e investimento em infraestrutura nos centros das cidades por parte do poder público, encareceu os imóveis e levou a população mais pobre para as periferias das cidades. Assim, as pessoas precisam se deslocar grandes distancias para terem acesso aos empregos que se localizam normalmente nos centros e serviços de infraestrutura das cidades como escolas, hospitais, tribunais e etc. Porém, segundo pesquisas realizadas pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), 60% das avaliações sobre o transporte público é ruim ou péssimo, o que é preocupante levando em consideração que é o recurso utilizado para ligar as pessoas menos abastadas à infraestrutura das cidades.
Ademais, convém frisar as consequências da péssima qualidade do serviço público. Ainda de acordo com o IPEA até 2025 será dobrado o número de carros e motos brasileiras, isso se deve principalmente por dois fatores: a necessidade de se locomover das pessoas diante da ineficiência do transporte público e o fortalecimento de crédito para compras de veículos. Entretanto, isso resulta em problemas ambientais e sociais, pois, com o aumento do número de carros há maior liberação do dióxido de carbono para a atmosfera, aumentando o efeito estufa, e também prejudica a mobilidade urbana com grandes engarrafamentos.
Portanto, medidas devem ser tomadas para atenuar a problemática, o Governo Federal junto as prefeituras de cada cidades devem investir na infraestrutura, distribuído-a por toda cidade e diminuindo a concentração no centro, os mesmos devem também supervisionar a qualidade do transporte coletivo, aplicando multas e punições severas para as empresas que não prestarem o serviço com qualidade. Além disso deve ocorrer maior investimento do ministério dos transportes em conjunto com as ONGs em transportes alternativos menos poluentes como bicicletas e carros elétricos, além de expandir a iniciativa de metrôs para todas as grande cidade do Brasil. Por fim cabe a cada cidadão procurar diminuir o uso dos veículos pegando caronas ou até mesmo quando possível caminhando. Somente assim, o Brasil poderá de forma exitosa ter um transporte público de qualidade e que atende as necessidades do seu povo.

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