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Teste em animais na fabricação de cosméticos

  Em ''O Auto da Barca do Inferno'', Gil Vicente, pai do teatro português, relata os relacionamentos egoístas da população do século XVI e como isso afeta a sociedade como um todo. Fora da ficção, no cenário brasileiro atual, existem casos semelhantes quanto à questão dos testes em animais na fabricação de cosméticos. Nesse sentindo, tem-se como causas o silenciamento e a falta de conhecimento.
   



    Em primeiro plano, a falta de debate é um dos motivos que impulsionam a temática. De acordo com o filósofo Habermas, a comunicação é uma verdadeira forma de ação. Análogo à fala do pensador, um assunto tão importante de ser debatido -como a exploração animal em uso laboral e cosmético- pela mídia e pela sociedade é abdicado por questões mais banais e que não atribuem em projeções sociais. Além disso, a problemática ainda não é devidamente explanada e explicada ao público, pois inúmeras marcas internacionais e nacionais usam tais procedimentos e não querem ter seu monopólio desestabilizado, o que afeta a homeostasia humana e social. Assim, sem uma medida que sane esse problema, a população segue não esclarecida.
 



    Outrossim, o desconhecimento da sociedade também é um dos agravadores do tema. Em consonância com o site de artigos acadêmicos '' Scielo'', mais de 70 por cento dos consumidores não costumam ler os rótulos dos produtos e nem verificar a procedência deles no seu hábito da compra. Por esse viés, como é pouco ensinado nas escolas e em meios televisivos como funciona a leitura e averiguação dos rótulos dos itens, a ignorância perante o consumo é perpetuada, o que submete os consumidores a serem coniventes, mesmo sem saber, com os atos de exploração. Ademais, como os produtos testados em animais têm um preço reduzido, o consumo é muito maior e extremamente massificado. 
 



   Portanto, medidas são necessárias para aclarar os fatos supracitados. Logo, o Ministério da Educação, em parceria com faculdades, deve criar rodas de debates e gincanas - abertas à toda comunidade- no período extraclasse, mediadas por professores e agente sociais especializados em empresas cosméticas. Além disto, a pauta deve ser trazida para as redes sociais como ''Twitter'' e ''Instagram'' com interações de perguntas e respostas respondidas pelos professores, agentes sociais e palestrantes com a finalidade de sanar todas as dúvidas e esclarecer todas as pessoas interessadas. Por fim, espera-se que casos egoístas como relatados pelo Gil Vicente, possam ser erradicados do Brasil.

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