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Famílias monoparentais, casais homoafetivos, filhos legítimos e adotivos. Esses são apenas alguns dos modelos que retratam a familia brasileira atual. Entretanto, apesar de serem legitimadas e reconhecidas pelo Artigo 5 da Constituição de 88, essas novas configurações ainda sofrem constantemente com o preconceito proveniente do modelo conservador. Logo, é imprenscidível rever o cenário no qual esses novos arranjos estão submetidos, no intuito de avaliar seus efeitos na contemporaneidade.
Primeiramente, apesar de diversas mudanças, a visão consevadora coadjuva com o crescimento da intolerância. Constantemente, são noticiados casos em que crianças, cuja família fogem do modelo tradicional, são vítimas do preconceito. Exemplo disso foi a recente tragédia que ocorreu em março de 2015, em que um jovem de 14 anos foi morto após ser espancado por ser filho adotivo de um casal homoafetivo, deixando evidente que a sociedade civíl contemporânea ainda não aceita o diferente e propaga intolerância como questão de opinião.
Ademais, devem-se considerar, também, os demais arranjos familiares, como a formação monoparental. Com a chegada da Segunda Revolução Industrial, e com o aumento do custo de vida, muitas mulheres tiveram que abandonar os afazeres domésticos, para trabalhar em fábricas e conquistar seu próprio salário. Com isso a visão patriarcal, previamente instaurada, foi aos poucos, sendo descontruída. Atualmente, há inúmeros casos de mulheres que são chefes de famílias, mães solteiras e bem sucedidas, mas que, infelizmente, são vítimas do preconceito proveninente de resquícios socioculturais. Logo, é evidente que o caminho rumo à pluraridade possui diversos obstáculos construídos pelo patriarcalismo institucionalizado.
Fica explícito, portanto, a necessidade do avanço nas discussões acerca da representividade do modelo familiar contemporâneo. O meio pedagógico, deve, em conjunto com a comunidade, promover debates a cerca do assunto por meio de debates e palestras, naturalizando assim essa nova essa nova representação e promovendo o respeito e a empatia. Urge, também, o dever do Governo, criando meios eficazes de punições aos casos de intolerância. Só assim os novos modelos, antes recharçados, serão representados e respeitados como devem ser.
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