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Um marco histórico brasileiro ocorreu no dia 5 de maio de 2011, quando o Supremo Tribunal Federal reconheceu o casamento entre pessoas do mesmo sexo. No entanto, isso não foi o suficiente para que o preconceito fosse erradicado, uma vez que ainda vivemos em uma sociedade patriarcal, machista e homofóbica. Certamente, ser homossexual no século XXI é ser chamado de pecador, anormal, aquele que quer fugir das regras, sem contar às agressões que os mesmos sofrem devido à opção sexual.
Se um heterossexual não apanha por ser hétero, homossexuais não deveriam ser espancados por gostarem de pessoas do mesmo sexo. Neste sentido, estimas-se que a cada 28 horas um homossexual é morto de forma violenta no país, porém não se tem relatos exatos de mortes que foram ocasionadas devido à homofobia. Além disso, mesmo o Brasil tendo reconhecido o casamento homossexual, em nossa legislação, homofobia ainda não é considerado crime. Consequentemente, esse pretexto abre margem para outras situações tais como, o mau atendimento nas delegacias, discurso de ódio e a mesma falácia de que casamento homoafetivo vai desvirtuar a ?família tradicional brasileira?.
Pode-se dizer que os jovens do século XXI já evoluíram bastante comparados aos do século passado. No entanto, ainda é necessário evoluir muito mais o pensamento sobre família tradicional e saber separar relações pessoas da religião. Nas ultima última semana, o povo brasileiro foi surpreendido com a liminar de um juiz que permite os psicólogos ofereçam a ?cura gay?, e acabou gerando um onda de indignação. Ademais, ?tratamentos? de reorientação sexual, além de ser uma falácia, contribuem para a depressão e o suicídio dessas pessoas. Por conseguinte, pode-se exemplificar tal ato com a história de Mathew Shurka, que após assumir-se para o seu pai, o mesmo passou por quatro terapeutas, acampamentos de conversão e ingestão de Viagra e logo depois pensou em suicídio.
Nessa perspectiva, mesmo com a aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo e mudança de mentalidade de alguns jovens, ainda sim, é perceptível que devemos avançar cada vez mais para retificar o discurso de ódio e a intolerância contra a população LGBT. Portanto, é imprescindível que o governo crie uma legislação que proteja e defenda homossexuais, assim como protege mulheres, indígenas e negros. Além disso, é necessário que a sociedade, famílias e escolas criem uma condição de convivência social e que promova a solidariedade e que inclua todas as diferenças sociais, seja de classe social, orientação sexual ou qualquer outra, com a finalidade de amenizar o preconceito e a homofobia.
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