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Tema: Intolerância à população LGBT brasileira

Madame Satã, famosa travesti carioca e uma das primeiras referências nacionais sobre a existência da população LGBT, lutou por sua sobrevivência e aceitação durante a década de 40 e posteriores. No Brasil de hoje, a intolerância ao segmento persiste, por meio de desinformações e interesses escusos.

A homoafetividade foi considerada há algumas décadas uma doença por determinados grupos sociais. Utilizando usos desonestos de recursos da Biologia e Medicina para suposta fundamentação, essa desinformação, hoje desmentida, gerou conflitos e violências psicológicas, físicas e mortes. Entre 2016 e 2017, a Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros e Intersexuais e, no Brasil, o Grupo Gay da Bahia (GGB) registraram 683 mortes, documentação que não representa todos os assassinatos ocorridos.

Esse cenário reflete interesses de muitos sujeitos sociais brasileiros. Usando como pautas eleitoreiras a discriminação aos LGBTs, bancadas políticas, religiosas e mescla destas propagam discursos pró-segregação de LGBTs. Ao fazerem uso dessas mesmas justificativas antiquadas e infundadas de outrora, indivíduos como o deputado Jair Bolsonaro e seus filhos e agremiações como a do Pastor Silas Malafaia, ambos notavelmente homofóbicos, recrudescem o problema.

É necessário que o Ministério da Educação, escolas e universidades eduquem a população sobre LGBTs, via palestras, materias atualizados de ensino, e debates públicos em parceria com grupos de mídia. Ademais, grupos de promulgação de ódio a esse segmento devem ser indiciados criminalmente pelo Ministério Público Federal, cabendo à população combatê-los via voto e boicote às igrejas e agremiações com esse perfil.
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