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"O homem é o lobo do homem", quando o filósofo Thomas Hobbes fez essa reflexão, não imaginava quão contextualizada ela estaria em uma discussão acerca do Bullying e do Cyberbullying no Brasil. Nesse contexto, nota-se que existe na atualidade a necessidade de desenvolver uma análise crítica sobre essa problemática.
"Bullying" é uma palavra inglesa que significa intimidação. Analogamente, a lei de estabelece o "Programa de Combate a Intimidação Sistemática" em todo Brasil, sancionada em 2015, reforça esse conceito, visto que considera "intimidação sistemática" todo ato de violência física ou psicológica, intencional e repetitiva que ocorre sem motivação evidente com o objetivo de amedrontar ou agredir causando dor e angústia à vitima. Igualmente, a nova lei considera que há prática de bolinagem na rede mundial de computadores - cyberbullying - quando for feito uso da internet com o intuito de causar constrangimento psicossocial. Atualmente, a prática desse ato tem se tornado comum na sociedade, principalmente no âmbito escolar, resultando em um problema de saúde pública.
Outrossim, não raramente, as vítimas desses atos desenvolvem quadros de depressão, dificuldade de relacionamento, entre outros problemas que podem levar ao suicídio. Por exemplo, na série "13 Heasons Why", lançada pela Netflix, em 2017, é possível observar o drama vivido por uma adolescente que relata, em vídeos, os motivos que culminaram com a sua decisão de cometer suicídio. É notório, portanto, a complexidade dessa discussão. É provável que essa situação seja reflexo de uma gestão publica deficitária que corrobora a escassez de suporte educacional e intelectual na infância, prejudicando não apenas a vítima, as todo o grupo social que convive com ela.
Diante disso, é fundamental que o Ministério da Educação promova a inserção de seminários, em escolas, que possibilitem uma maior conscientização sobre a prática do bullying, principalmente no ambiente escolar, e suas consequências psicossociais. Ademais, é imprescindível que o Ministério da Saúde, juntamente com a mídia, intensifique esforços em busca de um maior esclarecimento da sociedade quanto a esse problema de saúde pública, a fim de que, a depressão e o suicídio não sejam mais negligenciados por ela, viabilizando campanhas publicitárias nos diversos meios de comunicação, além da exigência legal nas escolas, de profissionais capacitados para identificar e recuperar a autoconfiança e autoestima dessas vítimas. Além disso, é necessário que as famílias orientem e motivem seus filhos através de conversas, buscando reduzir as influências externas negativas. Tudo isso, a fim de que as consequências do bullying e do cyberbullying sejam atenuados no Brasil.
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