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Superlotação, pacientes em corredores, falta de equipamentos, escassez de remédios, entre outros problemas. De fato, "a saúde pública brasileira é um crime contra a humanidade", como disse o cirurgião plástico Robert Rey. Aliás, isso não é segredo para ninguém, principalmente para aqueles indivíduos que esperam horas por um atendimento, semanas por uma consulta e até anos por uma cirurgia. A fim de atenuar tal problemática, revela-se imprescindível, antes de tudo, discutir suas verdadeiras causas.
A princípio, constata-se que essa circunstância deve-se à questão orçamentária, visto que os recursos públicos destinados à área são insuficientes para cumprir a promessa constitucional, que garante que todo cidadão tem direito à saúde. Prova disso é que, diferentemente de outros países, como o Reino Unido ou a França- que destinam mais de 7% do Produto interno Bruto(PIB) ao setor- o Brasil não chega a investir 4% do que arrecada no Sistema Único de Saúde(SUS), conforme dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde(OMS). Em decorrência disso, o órgão que deveria promover o bem-estar público e universal brasileiro denomina-se pejorativamente de "Seu Último Suspiro(SUS)".
Como se isso não bastasse, vale ressaltar que a falta de humanização está entre os motivos do problema. Isso porque na sociedade contemporânea- com base no pensamento do sociólogo polonês Zygmunt Bauman- emergem o individualismo, a fluidez e a efemeridade das relações. Nesse contexto, os médicos, muitas vezes, consultam os pacientes sem ao menos olhar para eles ou os cumprimentar. Tal realidade é ratificada no livro "Desencontro do médico com o paciente: o que pensam os médicos?", do doutor Maurício de Assis Tostes. Dessa forma, esses profissionais transgridem o princípio de Hipócrates- o pai da medicina, que fala do cuidado e do não fazer mal ao doente.
Para mudar tal paradigma, cabe aos cidadãos, através do ativismo nas redes sociais e de manifestações urbanas, cobrar dos governantes mais investimentos no setor da saúde, de modo que 7% ou mais do PIB brasileiro seja reservado a esse âmbito, assim como na França e no Reino Unido. Por sua vez, o Ministério da Saúde, mediante enquetes e questionários em hospitais, deveria analisar o grau de satisfação, bem como as dificuldades que médicos e pacientes tiverem durante a consulta, a fim de aprimorar e humanizar a relação entre eles. Quem sabe, assim, tratando causas e minimizando efeitos, os médicos possam prestar um atendimento digno e humano para os pacientes no Brasil.






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