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O Período Colonial do Brasil, ao longo dos séculos XVI e XIX, foi marcado pela falta de respeito à cultura e às terras habitadas pelos índios. Embora date de séculos atrás, a situação do indígena, em pleno século XXI, sugere as mesmas conotações de sua origem. Com isso, surge a problemática de invasões e degradações territoriais, além da falta de condições básicas que persiste intrinsecamente ligado à realidade do país, seja pela insuficiência de leis, seja pela lenta mudança de mentalidade social.
É indubitável que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do problema. De acordo com Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, o atendimento exclusivo aos indígenas nos postos de saúde e hospitais rompem com essa harmonia, haja vista que, embora a FUNASA contribua com uma verba regular, há brechas que permitem que esse atendimento seja precário. Desse modo, evidencia-se a importância do reforço da prática da regulamentação como forma de combate à problemática.
Outrossim, destaca-se o pensamento de superioridade perante os indígenas como impulsionador das invasões e degradações territoriais. Segundo Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que o preconceito de gênero pode ser encaixado na teoria do sociólogo, uma vez que, se uma criança vive em uma família com esse comportamento, tende a adotá-lo também por conta da vivência em grupo. Assim, o fortalecimento do pensamento da exclusão indígena, transmitido de geração a geração, funciona como forte base dessa forma de agressão, agravando o problema no Brasil.
Entende-se, portanto, que a continuidade dos desafios vivenciados pelos indígenas na contemporaneidade é fruto da ainda fraca eficácia das leis e da permanência do pensamento de soberania do brasileiro como intenso fato social. A fim de atenuar o problema, o Governo Federal deve elaborar um plano de implementação de hospitais e postos de saúde, em municípios próximos a aldeias, aliado à esfera estadual e municipal do poder, além de aplicar campanhas de abrangência nacional junto às emissoras abertas de televisão como forma de conscientização na igualdade de todos independente da etnia. Dessa forma, com base no equilíbrio proposto por Aristóteles, esse fato social será gradativamente minimizado no país.
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