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De acordo com Freud, o novo sempre causou perplexibilidade e resistência. Nesse sentido, a transfobia, a qual refere-se à aversão ou discriminação contra pessoas trans (transexuais, transgêneros ou travestis), tornou-se um dos principais assuntos que o Brasil foi convidado a administrar, combater e resolver. Por um lado, o país defende a liberdade de expressão e o respeito da vida em sociedade. Por outro, alguns cidadãos, como os indivíduos trans, se afundam em abismos cada vez mais profundos, cavados diariamente por opressores conservadores.
Em primeiro lugar, é válido ressaltar que, de acordo com a Constituição de 1988, todo cidadão tem o direito de expressar suas ideias e convicções. Contudo, essa garantia não é absoluta, mas sim uma prerrogativa secundária e subordinada, visto que a liberdade de expressão, não obstante muitíssimo importante, depende de outros direitos civis, como a segurança e a igualdade entre os indivíduos. Sendo assim, quando o Estado prende um sujeito por incitação à violência, por exemplo, ele não está tolindo sua liberdade de exprimir-se, mas apenas a pondo em seus justos limites.
Ademais, a opressão simbólica, de acordo com Pierre Bourdieu, trata-se da perpetuação de julgamentos que ferem a dignidade de um indivíduo. Desse modo, tornou-se comum que ofensas sejam proferidas ao público trans seja em caráter físico ou verbal. Um exemplo disso é o caso da cantora Pablo Vitar, que foi vítima de diversos comentários preconceituosos na internet, fato que fere com o sentido de liberdade do cidadão assegurado pelos Direitos Humanos.
Diante dos argumentos supracitados, fica evidente, portanto, que medidas são necessárias para resolver a problemática. Nesse sentido, é válido que o poder Jurídico estenda a lei sobre a criminalização do Racismo as práticas violentas da transfobia, punindo de forma adequada os opressores. Além disso, é importante que a mídia realize propagandas, com comerciais e novelas, que tenham o objetivo de romper preconceitos direcionados a esse público. Ademais, é imprescindível que a instituição familiar instrua a criança, desde o início de sua formação, a respeitar as diferenças que ela pode vir a encontrar em sociedade. Só assim, a análise de Freud sobre o novo incitaria que os indivíduos utilizassem sua participação na sociedade para fortalecerem suas cidadanias, além de auxiliarem na construção de uma nação justa e unida.
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