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Não é nenhuma novidade a questão da homofobia pelo mundo. Todos os dias, milhares de pessoas pertencentes ao grupo LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transgêneros) sofrem dos mais variados tipos de violência, sejam elas verbais e até mesmo físicas. O mesmo acontece no Brasil. Mesmo com a maior inserção desses indivíduos nos últimos anos dentro da sociedade, o preconceito ainda é persistente, e, infelizmente, essa realidade ainda está longe de ser mudada.

Na antiguidade, era comum, por exemplo, um único homem manter uma relação firme com duas pessoas ao mesmo tempo, sendo que cada uma delas possuía gêneros diferentes. Ao longo da história, com influências culturais e religiosas, atitudes assim passaram a ser martirizadas, já que apenas uma união entre pessoas do gênero masculino e feminino era considerada como ideal pela sociedade, até então, patriarcal. É quase que inacreditável que, com todas as transformações e no mundo globalizado presente atualmente, ainda há pessoas que pensam dessa maneira retrógrada, anulando qualquer possibilidade de adaptação à nova era. Discursos de ódio e agressões físicas, quando são lançadas aos homossexuais de uma maneira geral, carregam a mesma justificativa de que aquilo que fazem é errado e que devem ser punidos por agirem assim, serem assim. Grande bobagem. Atingir o próximo só por ter uma forma diferenciada da sua, não torna quem critica melhor ou correto perante a todos, muito pelo contrário.

Além dos atos preconceituosos com violência, a exclusão de pessoas que se relacionam com outras do mesmo sexo é constante. As redes sociais, a mídia com a sua programação em geral, bem como, grande parte das empresas, adotam medidas que inserem homoafetivos em seus artigos publicitários, produtos, séries, etc. Porém, isso não é o suficiente. Fora dos smartphones, das televisões, das músicas e cinemas, o contexto sugerido por essas massas não faz jus à realidade. Um casal de gays não pode demonstrar afeto em público porque será criticado, lésbicas não podem fazer inseminação artificial porque não terão um "pai" presente para a criança, e os transsexuais, bem como, os travestis são vistos apenas como objetos sexuais. Assim como já dizia Charles Evans Hughes: "Quando se perde o direito de ser diferente, perdemos o privilégio de ser livre". Qualquer atitude que é normal para um heterossexual, por mais mínima que ela seja, deveria ser também para os homossexuais.

Fica evidente, portanto, o como se é difícil ter preferências diferentes dos padrões estabelecidos e do que acontece caso não as siga. Na medida em que o preconceito contra homossexuais cresce, o Estado deve executar leis que tragam consigo punições severas para quem pratica atos homofóbicos, bem como, projetos sociais que assegurem a vítima, como instituições de apoio psicológico, moral e da saúde. Além disso, deve criar parcerias com terceiros, para a contratação de empregos, principalmente para travestis e transsexuais, visto que esses encontram maior dificuldade para se inserirem no mercado de trabalho. Na educação, palestras e materiais didáticos devem ser ministrados por professores, para que os alunos entendem desde já a importância de respeitar esses indivíduos e, se for o caso, a conhecerem a si mesmos, caso se identifiquem com algumas de suas preferências. Por conseguinte, esses e outros fatores devem ser rigorosamente seguidos, para que assim, haja maior tolerância e reconhecimento de valores do próximo, independente de sua opção sexual.
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