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TEMA: A PROPAGAÇÃO DE NOTÍCIAS FALSAS NA INTERNET E SEUS IMPACTOS NA SOCIEDADE

(Des)Informação
No limiar do século XXI, a propagação de notícias falsas na internet é uma mazela a qual o Brasil foi convidado a administrar, combater e resolver. Por um lado, corrompidos pela globalização emergente, incontáveis sites responsáveis por publicar notícias na rede buscam veicular uma grande de quantidade de notícias diariamente, onde acabam por deixar de lado a veracidade dos fatos em prol do aumento do número de acessos. Por outro, a informação verídica é de suma importância no contexto atual, encarregada de gerar conhecimento, contribuir para formar opinião e, até mesmo, aprimorar a capacidade de debate político.
De acordo com Sócrates, filósofo do período clássico da Grécia Antiga, os erros são consequência da ignorância humana. Sob tal ótica, é valido analisar que a divulgação de notícias falsas podem ter consequências reais, como prejuízos, constrangimentos e a difamação de pessoas, empresas e organizações. Desse modo, ao se deparar com notícias enganosas, as pessoas, muitas vezes, hesitam em denunciar a publicação e, omitir esse crime, ao contrário do que se pensa, significa colaborar para a continuação desta ação deplorável, o que funciona como um grande empecilho para a resolução do quadro atual.
É indubitável que a questão constitucional e seus entraves estejam entre as causas do problema. Nessa perspectiva, pode-se observar que a distorção das percepções públicas e do debate político por meio de veiculações inverídicas rompe não só com preceitos éticos e morais, mas também com os estabelecidos pela Carta Magna do país. Assim, induzidos pelo capitalismo selvagem e pelos subvertidos valores líquidos da contemporaneidade, os governantes negligenciam a necessidade fecunda em torno dessa distópica realidade.
Mormente, avaliando por um enfoque estritamente histórico, nota-se que fenômenos decorrentes da formação da pátria ainda perpetuam na sociedade vigente. Nesse sentido, cabe destacar o período ditatorial brasileiro onde músicas, notícias e livros, antes de serem ofertados ao público, eram revisados, e caso houvesse algo que contrariasse os interesses do governo, isso seria censurado. Nesse contexto, o real interesse do autor dos textos acabava totalmente deturpado. Á vista de tal preceito, a proliferação de notícias fictícias configura-se como uma chaga social que demanda imediata resolução.
Hodiernamente, com a liberdade oferecida à imprensa, ainda existe quem corrompe a estrutura da informação. Destarte, torna-se imprescindível que o Estado implemente delegacias especializadas de combate à informação fraudulenta, onde elas, em uníssono com o Poder Legislativo, desenvolvam leis mais severas a serem aplicadas neste casos. Paralelamente, a sociedade deve se mobilizar em redes sociais, com o intuito de denunciar essas publicações que perturbem o bem-estar social, e comecem a valorizar sites e fontes de confiabilidade. Ademais, urge que a escola promova palestras e visitas de profissionais especializados a fim de contribuir para o desenvolvimento social e o pensamento crítico de jovens e crianças.
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