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Em 2015, foi sancionada a lei que define o bullying como um crime, sujeito a penalidades e multas. Entretanto, mesmo com esse instrumento legislativo, essas práticas continuam a acontecer com uma intensidade igual ou superior, principalmente em instituições que difundem saberes. Essa ação ainda, por fim, pode desenvolver problemas psicológicos nos envolvidos como a depressão. Nesse aspecto, a estrutura educacional aliada à intolerância à pluralidade corrobora para a permanência dessa circunstância.
Em primeira análise, o sistema de conhecimento, marcado por relações de dominação, perdeu a sua função de formação cidadã em detrimento do desenvolvimento para o mercado. Isso ocorreu em decorrência de um currículo focado em matérias abstratas e com pouca relação com respeito e diversidade cultural, étnica ou de gênero transformando-se em um local propício para o surgimento desses casos de violência. Nesses locais, o exacerbado incentivo a competição e as desigualdades existentes, adiciona uma escala em que os mais fortes ou mais ricos tem mais direitos que os demais. A evidência disso são casos como o massacre de Realengo, a qual um aluno, motivado por vingança por conta do bullying, atirou em diversos docentes em um colégio no Rio de Janeiro. Esse contexto representa, logo, uma organização de ensino que viola a cidadania e insatura uma hierarquização nas instituições de ensino.
Além disso, a intransigência entre os infanto-juvenis aumenta exponencialmente, em uma sociedade insaturada por desigualdades sociais. O mito da normalidade e a padronização corporal e cultural em escolas corroboram para a exclusão de uma parte dos docentes, que sem mecanismos para se defenderem são considerados alheios a comunidade. Nesses locais, os alunos são agrupados indiretamente ao procurarem um grupo com características homogênicas e evitar os que desvirtuam disso, além de coloca-los como inferiores e exercer pressão psicológica. Dados do Relatório da Situação Global afirmam que a maiorias dos casos de práticas agressivas nos educandários estão relacionadas a uma discriminação racial, cultural ou de gênero ratificando esse cenário. Essa realidade representa, portanto, a associação entre a intolerância e as agressões, e suas respectivas consequências.
Desse modo, ações intimidadoras, mesmo com uma legislação específica, não apresentam uma redução no número de casos, sendo necessário o reconhecimento desse problema e a adoção de medidas para ameniza-lo. É imprescindível, assim, que o Ministério da Educação reformule a grade curricular comum, adicionando matérias e palestras sobre respeito e ética por meio de reuniões pedagógicas, focando no reconhecimento diversidade no país e a sua importância para diminui o número de agressões e desenvolver nas escolas a questão cidadã. E principalmente, que as Secretarias de Educação Municipais, utilizando-se de subsídios do governo, adicione nos colégios psicológicos e coordenadores pedagógicos para acompanhar os docentes, oferecendo apoio as vítimas e evitando a permanência de hierarquias escolares por meio de dinâmicas e reuniões com os familiares.
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