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No drama "Preciosa", de 2009, a personagem Claireece comprova que há 29 anos os Estados Unidos já discutiam o perigoso bullying. Violentada pelo pai e negligenciada pela mãe, a adolescente de 16 anos, já com um filho, ainda tinha que aguentar os duros deboches em sala de aula, que a distanciava do aprendizado. Nessa perspectiva, o Brasil, no ano de 2016, aprovou uma lei que criminaliza essa prática, mas se as escolas e os grupos familiares não se unirem contra esse ato o ciclo jamais se quebrará.
É importante destacar, primeiramente, que o papel da escola na formação do caráter do indivíduo é de suma importância nessa batalha. Parafraseando Paulo Freire e a sua cultura de paz, é evidente a importância do papel da educação na exposição de injustiças, incentivando à colaboração e à convivência. Dessa forma, é no âmbito escolar onde ocorrem, com mais frequência, as intimidações adotadas por uma ou mais pessoas contra outro ou outros, aonde o mais forte impõe seu poder contra o mais fraco - seja pela aparência, status sociais ou pelo prazer de intimidar. Posteriormente, são nessas situações que o caráter pedagógico deve se prontificar a reunir os envolvidos, descobrir suas motivações e sanar o conflito.
Cabe destacar, também, que a família, como instituição social formadora da moral e da ética, deve participar ativamente da vida social de seus filhos. Segundo o IBGE, os casos de agressões físicas e morais tem aumentado no país e ocorrem , na maioria das vezes, entre adolescentes na fase da puberdade. Nesse sentido, assim como ocorreu com Claireece acontece com muitos jovens que não tem o apoio familiar, se enclausurando em sua imaginação. Consequentemente, casos mais graves podem decorrer de tais injúrias como, por exemplo, o massacre no colégio do Realengo, aonde um ex-aluno, que sofreu bullying, atirou em várias crianças por vingança. Outrossim, o suicídio se torna um vai alternativa.
Dessa forma, portanto, fica clara a urgência de ações por parte das escolas e das famílias no combate a esse crime hediondo. Logo, é necessário o investimento pelo Ministério da Educação na fiscalização de instituições públicas e privadas. Além disso, são necessárias palestras educacionais mensais, ministradas por psicólogos e coordenadores, que priorizem o combate à intolerância, acompanhando os alunos durante o ano letivo. Ademais, a mídia, como veiculadora de cultura, poderia implementar essa temática em questão em suas novelas e seriados, proporcionando um ampliação de vários casos rotineiros. Por fim, são necessárias reuniões com os pais e mestres para discutir a melhor forma de dialogar com os filhos, colocando a teoria em prática.
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