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Consoante o sociólogo polonês, Zigmunt Bauman, a sociedade atual é marcada pela fluidez das relações humanas, caracterizado essa era de "Modernidade líquida". Isso porque as interações sociais não possuem mais consistência, os valores "sólidos" que , antes, existiam, foram "derretidos", dando lugar a dependência por smartphones, e até, muitas vezes, tornando uma doença: a nomofobia. Nesse contexto é preciso que as pessoas tenham consciência do que é concreto e que essa mazela seja discutida e conhecida pela sociedade.
Karl Marx, sociólogo, afirma que no mundo moderno, marcado pela exaltação das coisas, o fetichismo mercadológico -compra de objetos pela visão social que eles promovem e não pela sua real utilização- é crescente. Sendo assim, a busca pelo melhor aparelho digital e, não raro, o desejo de mostrar a sociedade, faz com que o mercado eletrônico cresça e as pessoas fiquem , sobretudo, mais alienadas em um pequeno objeto. Prova disso é, claramente visto, que em um jantar de família, muitas vezes, não há interação entre pais e filhos, mas, em contrapartida, todos estão fazendo uso de celulares. Dessa forma, aqueles que estão próximos tornam-se distantes e os que estão distantes ficam, cada vez mais, próximos, aumentando a liquidez entre eles.
Além disso, é sabido que poucas pessoas têm conhecimento do que é a nomofobia. Isso é notório, pois, esse conceito ainda é novo e está sendo estudado por pesquisadores e médicos. Dessa maneira, uma vez que as pessoas desconhecem essa doença, acham que seu vício e a dependência dele é normal. Fotografia disso é a pesquisa Bem Mais Seguro que relata casos de pessoas que trocaram sexo, álcool e comida por celulares.
Para tanto o Ministério da Saúde e os meios de comunicação devem viabilizar medidas profiláticas. Primeiro, é preciso que a mídia fale mais intensamente acerca do vício eletrônico se tornando uma doença no atual século, isso através de propagandas, mini-discursos e, até mesmo, novelas, pois, não raro, é recorde de audiência nacional.Segundo, é preciso que a nomofobia seja tratada na prevenção e não apenas na doença propriamente dita, para isso é necessário que o Ministério da Saúde invista em conscientização social através de abordagem domiciliar falando sobre o problema e dando possibilidades de tratamento psicológico e outros. Assim, poder-se-á resgatar valores perdidos e líquidos , melhorando as relações sociais.
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