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No limiar do século XXI, o bullying nas escolas é um dos principais problemas que o Brasil foi convidado a administrar, combater e resolver. Por um lado, o país defende a liberdade de expressão e o respeito na vida em sociedade. Por outro, alguns cidadãos, nesse cenário escolar, se afundam em abismos cada vez mais profundos, cavados diariamente por opressores.
Em primeiro plano, é válido ressaltar que a palavra inglesa bullying significa intimidação. Sua prática envolve todas as atitudes agressivas, intencionais e repetitivas, que ocorre sem motivo evidente, dotada por uma ou mais pessoas contra outro ou outros. O ato, geralmente, é direcionado a indivíduos com alguma característica ímpar como excesso de peso, modo de se vestir, andar ou falar. Sendo a juventude a fase da vida com maiores mudanças, as escolas, por vezes, se tornam palco dessa prática violenta. Desse modo, as diversas características que deveriam enriquecer a terra dos tupiniquins são utilizadas como fator segregador, onde uma parcela da população subjuga outros indivíduos por suas atitudes ou preferências fugirem do convencional.
Além disso, a opressão simbólica, de acordo com Pierre Bourdieu, trata-se da perpetuação de julgamentos que ferem a dignidade do cidadão. Nesse sentido, tornou-se comum notícias sobre estudantes que são vítimas de bullying e são agredidos, seja em caráter físico ou verbal. Um exemplo disso, é o caso de um menino de 14 anos que foi gravemente ferido por seus colegas em uma escola de Santa Maria, Rio Grande do Sul. Fato de viola o direito de segurança defendido pelos Direitos Humanos. Diante dessa problemática, medidas se fazem necessárias. Entretanto, contrariando o pensamento de uma maioria, a punição dos agressores deve ser evitada tanto quanto possível, em prol de alternativas que promovam a mudança do comportamento hostil.
Sendo assim, é necessário que o Ministério da Educação realize a capacitação dos docentes e equipes pedagógicas para implementar ações de prevenção e solução do problema, assim como a orientação dos pais e familiares para identificar vítimas e agressores. Além disso, a mídia pode atuar em consonância realizando propagandas e campanhas educativas sobre a temática. Ademais, não só é válido que seja fornecida assistência psicológica, social e jurídica às vítimas e opressores mas também que a instituição familiar instrua a criança, desde o início de sua formação, a respeitar as diferenças que pode vir encontrar em sociedade, contribuindo, assim, para a construção de um país justo e unido.
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