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Tema: Esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Historicamente, pode-se dizer que o esporte no território brasileiro está presente desde o século XVII, onde já nascia entre os escravos africanos a capoeira, acrescentando-se com o tempo novas modalidades de influência própria e estrangeira. Conquanto tenham tenham sido obtidos avanços no que se refere a popularização das atividades, o esporte ainda passa por dificuldades, uma vez que atletas -na maioria das vezes- possuem poucos recursos financeiros e o governo perde a oportunidade de transformá-lo em um mecanismo contribuinte para a formação ética e moral dos seus indivíduos.
Com efeito, desde a criação do Ministério dos Esportes em 1937, o Brasil tem investido nesse setor. Quanto à democratização, contudo, ainda perdura a elitização da prática. Nesse contexto, os investimentos insuficientes e mal distribuídos ainda fazem com que muitos cidadãos não tenham apoio suficiente para competir nacional ou internacionalmente. Não só os que já jogam, mas ainda outros sequer tiveram a oportunidade de descobrir alguma habilidade esportiva, haja vista que muitas escolas nem estrutura física possuem.
Outrossim, nota-se que o esporte é visto por muitos como uma oportunidade de ascensão social e ao mesmo tempo um sonho fantasioso. Baseado em atletas famosos que mudaram de vida como o caso do Ramires, jogador da seleção brasileira de futebol, crianças de comunidades carentes idealizam um futuro que nem sempre vai existir. Em vista disso, a sociedade brasileira transformando-se em uma nação poliesportiva, daria a esses jovens a chance de encontrarem no país o seu lugar social e em alguns casos, abandonar o crime. Essa é a condição da qual trata o sociólogo Émile Durkheim: o fato social se baseia na ideia de que a sociedade explica o indivíduo e não o contrário.
Tendo em vista os benefícios que seriam alcançados com democratização dos esportes, os gestores municipais e estaduais devem investir em quadras poliesportivas e garantir a existência de pelo menos uma em cada instituição, subsidiar os atletas em viagens de campeonatos e com uniformes adequados, além criar um suporte que busque em comunidades carentes novos potenciais jogadores. Ademais, as escolas entre si devem promover campeonatos de diversas modalidades a fim de valorizar a prática e o surgimento de novos atletas. Finalmente, é indispensável que as ONG's continuem desenvolvendo o seu papel de exercer atividades voltadas para os mais carentes. Quem sabe, assim, o sonho de um jovem de servir ao país, através do esporte, deixe de ser uma utopia para o Brasil.
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