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Desde o século XIX, a construção das cidades já levava em conta o conhecimento da medicina que relaciona doenças à falta de higiene e saneamento para organizar sistemas não só de esgoto como também da coleta de lixo. No Brasil, entretanto, a situação é bem diversa; vê-se que nas áreas mais desenvolvidas, houve a criação de estações de tratamento do problema, porém em locais mais pobres a condição continua como antes. Isso se evidencia não só pelo crescimento desordenado das cidades como também pela falta de saneamento básico, que causaram principalmente a mortalidade infantil.
É importante pontuar, de início, que a ausência de planejamento contínuo de longo prazo favoreceu para o problema do esgoto. Na metade do século XX, as grandes metrópoles brasileiras foram vítimas de um crescimento quase totalmente desordenado, que segue muitas vezes a lógica da expansão capitalista, sem qualquer comprometimento com a continuidade na gestão urbana. Segundo o Ministério das Cidades, em 2013, apenas 30% dos municípios brasileiros tiveram acesso a recursos federais para saneamento básico. Infelizmente, as maiores dificuldades para as prefeituras administrarem a problemática do esgoto são a falta não só de dinheiro, mas também de mão de obra capacitada afim de que seja aplicado esse sistema.
É essencial pontuar, ainda, que as crianças são as principais vítimas do problema. De acordo com o ITB - Instituto Trata Brasil - a falta de água limpa mata 2,8 milhões de crianças com menos de cinco anos de idade anualmente, o que representa uma morte a cada 20 segundos. Isso tem refletindo no aumento da mortalidade infantil devido ao saneamento básico precário nas cidades menos favorecidas no Brasil. Infelizmente, as causas de morte estão associadas à falta de higiene que é a diarreia. Essa doença mata cerca de 2,2 milhões de pessoas em todo o mundo anualmente, dizia os estudos do ITB.
Em longo prazo, portanto, o Governo Federal justamente com a PAC - Programa de Aceleração do Crescimento - ampliem o acesso à água e esgoto tratados não só nos locais desenvolvidos, mas também em urbes mais pobres, através de investimentos aproximadamente a R$ 300 bilhões a fim de que sejam destinados 40 milhões para a construção de esgoto, drenagem, resíduos sólidos, fora a mão de obra acessível. Como medida em curto prazo, tais setores como a secretaria de saúde precisa fomentar o uso adequado da limpeza em casas familiares, por meio de palestras em escolas e movimentos nas ruas, com o objetivo de conscientizar a sociedade sobre os ricos do problema do esgoto. Afinal, segundo a medicina no século XIX defendia, a higienização das cidades é o melhor meio para combater esse impasse.
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