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Tema livre

Tema: inclusão dos deficientes em questão no Brasil

A inclusão, no Brasil, é uma das temáticas mais discutidas nos últimos anos e envolve uma série de resistências que ainda estão presentes na sociedade atual. Essa questão é de enorme relevância, uma vez que relaciona-se diretamente a inúmeros sujeitos. Sob essa perspectiva, alguns aspectos fazem-se necessários: as raízes históricas da exclusão e a baixa efetividade das leis.
De acordo com a construção histórica, a visão sobre a deficiência, por muito tempo, foi subjugada e inferiorizada. Percebe-se isso, pois somente a partir do século XVI que o pensamento social sobre o deficiente deixou as amarras da questão moral e passou a ser compreendido a partir de uma abordagem médica. Porém, os impasses enfrentado por esse segmento social tem se mostrado longe de chegar ao fim.
Essa realidade, aliada aos diversos casos atuais de desrespeito e ignorância ao direito desses sujeitos, corroboram a ideia da segregação e obstáculos ainda resistentes e enraizados na sociedade contemporânea. De acordo com Subcomissão Permanente de Assuntos Sociais das Pessoas com Deficiência, as cotas garantidas por lei para ingresso desses sujeitos no mercado de trabalho são ignoradas, mesmo representando 14% da população, menos de 1% estão incluídos.
Esse fato exemplifica o descaso ainda existente e reforça a opressão simbólica sofrida por essa parcela social, pois de acordo com o sociólogo Pierre Bordieu, a violação dos direitos humanos também se faz presente na perpetuação de preconceitos que atentam contra a dignidade do ser humano ou de um grupo social.
De acordo com o que prevê a Carta Magna do país e a Lei da Inclusão, a pessoa com deficiência deve ser tratada com igualdade e respeito, e dispor de políticas que reforçam a equiparação social. Porém, na prática, esse ideal tem se tornado utópico, infelizmente. Essa realidade, triste e caótica, expõe as vítimas ao sentimento de inferioridade, exclusão permanente e denuncia a urgência por mudanças.
Portanto, é preciso que o Estado reforce as fiscalizações, investigando com vigor a discriminação nos postos de trabalho, trânsito e dentre vários outros locais, aplicando as penalidades previstas. Além disso, é necessário apoio da mídia nas denúncias e sensibilização do público em campanhas, assim como escolas adaptando o currículo pedagógico a discussões de temas transversais nas salas de aula e projetos de valorização e respeito às diferenças, para que tais métodos possam contribuir para formação de cidadãos comprometidos com o bem estar social.
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