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Cem anos após a Independência do Brasil ocorreu a chamada "Independência Intelectual", representada pelo modernismo, esta, trouxe a ideia de fortalecimento da leitura, e, principalmente, a democratização e o abrangimento da literatura no país. A prática de ler livros literários desenvolve maior senso crítico, raciocínio e criatividade, além do aumento da empatia para com o próximo, no entanto, esse hábito fascinante não é unanimemente realizado entre os brasileiros, inclusive, entre os mais novos que sem apoio dos pais tornam-se adultos desinteressados em tal ato.
Em primeiro plano, é preciso reconhecer que a literatura é relevante para a formação socio-cultural de qualquer indivíduo, sendo imprescindível o contato desde os primeiros anos na educação formal. A escola, formadora de cidadãos, tem o dever de não apenas letrar as crianças como também transformar e moldar suas mentes afim de buscar cada vez mais sua evolução intelectual através da literária. Contudo, raros são os educadores que estimulam a leitura dos pequenos tratando-a como entretenimento invés de obrigação. Há também a ausência de uma grade escolar específica nas redes públicas que atenda a isso. No âmbito familiar, não é diferente. Muitos pais, que não foram incentivados a ler quando pequenos nem interessarão em suscitar isso em seus filhos.
Outrossim é a dificuldade de adentrar o costume da literatura aos brasileiros já adultos. Esse público, poucas vezes, mantém a rotina dos livros. Segundo o IBGE, seis minutos é o tempo médio diário que os brasileiros leem, paradoxalmente, gastam mais de duas horas por dia assistindo à televisão. Outro ponto a ser destacado é a falta do hábito literário em toda a vida dessas pessoas, muitas não aprenderam sua importância por não ter contato direto com os livros. É notório que programas como o SEED (Ensino de Literatura para Jovens e Adultos) não tem grandes repercussões, dificultando mais o progresso das mentes do país.
Fica claro, portanto, que a literatura é um ponto crucial na vida de qualquer ser humano e deve ser reconhecido por todos, ensinando as crianças a valoriza-lo e aos mais velhos a continuar o legado dos grandes modernistas. Para fazê-lo, é necessário que o Ministério da Educação invista em novos livros infantis para os alunos, de modo que sintam a literatura mais próxima de sua realidade. As escolas devem organizar palestras descontraídas para os pais, conscientizando-os da importância da literatura na vida de seus filhos. Ao público mais velho também deve ser destinada atenção, por passarem tanto tempo frente aos televisores, os grandes canais de TV devem criar propagandas criativas para o SEED e outros programas governamentais de literatura. Apenas assim, faremos jus aos Grandes Modernos de nossa história.
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