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O preconceito é uma atitude severa que envolve diversos assuntos relacionados ao convívio social, porém muitos não conhecem o preconceito linguístico, no qual não deixa de ser um ato desrespeitoso para os falantes de diversas regiões do Brasil. Um índice divulgado por uma escola da rede pública brasileira, afirmava que mais de 50% dos brasileiros não conheciam o preconceito linguístico, todavia não é inconveniente ressaltar que muitos conhecem o bullying que alguém comete a respeito do modo de falar de alguém, somente o termo preconceito linguístico que é vago, logo, pode-se destacar tanto raízes histórias quanto ideológicas sobre o desrespeito linguístico, e a família é um excelente meio de combate à prática.
No período colonial brasileiro, os indígenas, africanos e portugueses se espalharam por diversas regiões do território brasileiro, e provocaram uma miscigenação que aos poucos tomou conta da oralidade do falante de uma região do Brasil, por exemplo o nordeste em relação ao modo de falar do sudeste, e essa diversidade de dialetos, afirmou uma identidade cultural para cada habitante, porém, um tipo de preconceito foi se propagando, no qual se tem uma significativa notoriedade, todavia ainda não é tão forte assim, mas que deixa consequências emocionais sérias para quem sofreu. Esse preconceito se fundamenta principalmente na imposição da norma culta da língua portuguesa, na qual alguns afirmam que ela deve ser seguida fielmente, porém não é assim que funciona, pois a linguagem coloquial também faz parte do dia dia, só que com limitações de uso.
Por conseguinte, à medida que uma pessoa observa uma outra praticando o preconceito linguístico, ela vai e faz o mesmo, pois segundo Durkheim, nossas ações são dotadas de um fato social que se inclui em uma generalidade, exterioridade e coercitividade. Sendo assim, é importante que a luta contra esse ato seja efetivada logo, principalmente no ambiente familiar e depois no escolar, pois é na escola que convivemos em sociedade, e dentro dela se encontram pessoas de diversas classes, de diversos costumes e também de diversas regiões.
Fica claro, portanto, que o Brasil apresenta uma ampla diversidade de falantes da língua, porém muitos julgam o modo característico de uma fala regional. Sendo assim, o Ministério da Educação deve criar nas escolas, um projeto de inclusão linguística social, trazendo em todas as escolas, documentários e palestras sobre a diversificação linguística e cultural do Brasil; esse projeto deve ser feito mensalmente, e todos os alunos devem fazer atividades educativas que entrem como nota no boletim estudantil de língua portuguesa, além disso, uma delegacia especializada em qualquer tipo de preconceito deve ser criada pelo Ministério da Defesa, e a mídia deve mostrar nos comerciais televisivos o debate acerca do preconceito linguístico, informando que famílias devem educar corretamente seus filhos. Só assim, todos que apresentem o modo de falar distinto se sentirão valorizados, tanto como indivíduos quanto como falantes da língua.
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