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Tema livre

Tema: Influência do poder de consumo na formação da identidade do indivíduo.

?Compro, logo existo?, adaptando a famosa frase de Descartes chegamos a um dos maiores problemas da sociedade contemporânea, o poder do consumo como indicador de reconhecimento social. A partir do momento em que a população foi exposta a dezenas de propagandas, ocorreu uma associação entre viver bem e viver de bens. Desse modo, a felicidade passou a ter direta relação com o dinheiro no pensamento coletivo. Quem mais ?tem? e segue os padrões midiáticos mais admirado será, caso contrário é excluído do meio social.

Todos os dias propagandas e anúncios de produtos cada vez mais modernos dominam o imaginário internacional. Assim, a mercadoria comprada anteriormente se torna obsoleta e, consequentemente, o indivíduo que a tem também. Cria-se, então, um ciclo de consumo que para ser legal e ganhar seguidores é imprescindível estar atualizado às novidades de mercado. Tal processo caracteriza a obsolescência perceptiva em que os únicos beneficiados são os empresários e fornecedores de crédito, para a população muitas vezes sobram dívidas e distúrbios como a depressão.

Nesse sentido, aquele que decide não participar desse processo, seja por questões financeiras ou ideológicas, sofre com a exclusão de certos grupos. Essa situação agrava-se na juventude em que o desejo de se destacar é incentivado a todo momento nas redes sociais. Exemplo disso são as chamadas ?modelos de Instagram?, geralmente blogueiras com grande influência, pagas para divulgar e elogiar marcas de produtos em seus perfis pessoais. Em suma, a imagem de sucesso é associada aos inúmeros pares sapatos, roupas e maquiagem de preços altos e inacessíveis a todos.

Em razão disso, é necessário que o indivíduo tenha consciência na hora da compra. Analisar o grau de necessidade da mercadoria torna-se essencial para evitar gastos extras. Além disso, parar de classificar as pessoas pelas marcas que usam diminuirá a exigência social pelo consumo. Ademais, as escolas devem oferecer cursos que ensinem economia básica aos alunos, como administrar o dinheiro haja vista o alto índice de endividamento dos adultos. Por fim, as empresas, com a fiscalização do Estado, devem investir em maior qualidade das mercadorias para que a população possa comprar com segurança e fazer um bom investimento, não apenas adquirir pelo apelo publicitário.
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