O CUPOM VOUPASSAR35 É VÁLIDO POR: dias horas minutos segundos

Tema livre

Linha tênue entre direitos humanos e liberdade de expressão
A redemocratização do Brasil, sobretudo nas últimas décadas do século XX, propiciou a formulação de uma constituição que ressaltasse a liberdade de expressão. Todavia, fatores como o desenvolvimentos dos veículos de comunicação ligado à intolerância e a apresentação de notícias equivocadas pela imprensa levam a discussões acerca dos limites de expressar ideologias e opiniões no mundo contemporâneo.
Os Direitos Humanos e a Carta de Chapultec apresentam a liberdade de expressão como um direito inerente ao ser humano, desde que respeite os direitos humanos. Durante a ditadura brasileira, os atos institucionais negavam a independência da imprensa que era controlada pelo Estado. A partir de 1988, criou-se a ideia de veículos de comunicação sem interferência política, econômica e religiosa. Porém, a formação de uma imprensa tutelada subverte a informação através de interesses que se sobrepõem à objetividade, propagando a manipulação em massa, além de inibir a busca por informações verdadeiras pela população.
A Globalização e a criação da internet foram fundamentais para conectar as pessoas de diversos países e deixar que estas expusessem suas posições em várias esferas, fomentando a democracia. No entanto, garantiu a prática em que o consumidor da informação é o próprio produtor, comprometendo a veracidade dos fatos. A construção do conceito liberdade de expressão passou a ser equivocado uma vez que observa-se os intensos atos preconceituosos propagados pelos meios de comunicação, como ocorreu com as cantoras MC Carol e Ludimilla, alvos de preconceito racial. Além disso, o humor satírico possui limites, pois pode levar a atentados terroristas observados, por exemplo, pelo atentado da revista satírica Charlie Hebdo, na França.
Dado o exposto, a liberdade de expressão é garantida respeitando os direitos humanos. Precisa-se que instituições como a Escola e a Família apresentem as consequências de postagens preconceituosas ou que difamem a imagem de um indivíduo, assim como a necessidade de buscar diversos meios para averiguar as informações. Às imprensas cabem deixar claro seus posicionamentos para que as pessoas estejam cientes do que estão lendo, assistindo ou ouvindo, contribuindo na ruptura da alienação. É de suma importância órgãos públicos fiscalizarem informações comprometedoras ou de caráter racista, etnocêntrico e extremista para que seja possível a criação de um Estado caracterizado pela liberdade de expressão.
Ver todas as redações Corrija suas redações com a nossa plataforma! Clique aqui!