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O início do ano 2017 foi marcado pelo massacre na região Norte do Brasil, onde quase 60 detentos foram cruelmente assassinados, fruto da rivalidade entre facções criminosas, em uma penitenciária de Manaus. Diante dessa fatalidade, é possível afirmar que o sistema prisional brasileiro está em crise. Isso devido à falta de ações para a ressocialização do preso em consonância com a morosidade do Poder Judiciário.

É inegável que a organização penitenciária do Brasil é falha quanto ao processo de ressocialização dos condenados, atuando de maneira punitiva e não corretiva. Desse modo, o índice de reincidência criminal tende a aumentar. Com base na pesquisa realizada pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), um em cada quatro ex-detentos reincidem no crime. Consequentemente, conduzindo o país ao caminho contrário à redução das taxas de criminalidade e violência.

Outrossim, também é válido salientar que a vagareza da Justiça é outra adversidade do sistema prisional brasileiro, visto que há uma demasiada quantidade de presos provisórios aguardando julgamento. Dessa maneira, os presídios ficam superlotados e, apesar da Lei de Execuções Penais, o Estado possui dificuldades em garantir o básico aos detentos, como a higiene das penitenciárias. Logo, são obrigados a viver em condições desumanas.
Entende-se, portanto, que medidas são necessárias para melhorar a atual situação do sistema carcerário brasileiro. O Governo Federal deve investir em ações que preparem o preso para o retorno à sociedade, como cursos profissionalizantes para que consigam emprego e não reincidam no mundo do crime. Instituições privadas devem criar unidades móveis para facilitar o aceso à jurisdição. Ademais, o Poder judiciário deve ser reestruturado como utilização de processos eletrônicos, bem como o Poder Legislativo deve reformular a legislação, de modo a reduzir o número de crimes e consequentemente o número de presos.
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